Uma corrida, quatro bandeiras

Sexta-Feira, 27/08/2010 por Alexander Grünwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

Os anos passam, mas uma coisa não muda em Spa-Francorchamps. Desde 1988, as estatísticas do GP da Bélgica tem sido escritas por pilotos de apenas quatro pontos do planeta. A lista dos vencedores de uma das corridas mais esperadas do calendário mostra que Brasil, Alemanha, Finlândia e Grã-Bretanha dominaram todas as provas dos últimos 22 anos.

A sequência destas quatro tradicionais bandeiras do automobilismo mundial no topo dos pódios belgas começou com uma série de quatro vitórias de Ayrton Senna. O brasileiro, que já havia conquistado a prova em 1985, venceu ininterruptamente de 1988 a 1991. A partir daí, foi a vez de Michael Schumacher colocar seu nome entre os principais vencedores desta pista. Em 1992, ao conquistar sua primeira vitória na Fórmula 1, o alemão iniciou também um período no qual faturou seis vezes esta corrida, que foi até 2002.

Só que, em plena era Schumacher, os britânicos colocaram as asinhas de fora e também subiram ao topo do pódio em Spa. Foram quatro vezes na década de noventa: Damon Hill em 1993, 1994 e 1998, e David Coulthard em 1999. Sendo que a vitória de Hill em 1994 foi daqueles que caem no colo: o inglês não liderou uma volta sequer e chegou em segundo, mas uma irregularidade no assoalho do carro acabou desclassificando o vencedor. Mesmo se isso não acontecesse, o domínio destas quatro bandeiras prevaleceria, já que o eliminado em questão era ninguém menos que Michael Schumacher.

Foi apenas na década seguinte que os finlandeses começaram a dar as cartas na Bélgica. Antes das últimas vitórias alemãs, o triunfo de Mika Hakkinen em 2000 abriu a porteira. A prova não foi disputada em 2003 e 2006, mas o vencedor de quatro das cinco provas que aconteceram entre 2004 e 2009 foi o mesmo finlandês: Kimi Raikkonen. A série só foi interrompida em 2008, numa prova que Kimi liderou desde as primeiras voltas. Mas o finlandês com mais vitórias em Spa foi ultrapassado de forma irregular no final por Lewis Hamilton e, nervoso, acabou batendo no muro. O britânico, que acabou campeão daquele ano, poderia ter ampliado o número de vitórias dos conterrâneos, mas foi punido e deixou o troféu para o brasileiro Felipe Massa. Ou seja, nada que alterasse a série iniciada em 1988.

Em 2010, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Jenson Button e Felipe Massa são os mais cotados para manter a hegemonia, uma vez que o único finlandês do grid, Heikki Kovalainen, está na estreante Lotus. Será que o espanhol Fernando Alonso e o australiano Mark Webber, vencedores das duas últimas provas deste Mundial, conseguirão quebrar esta série?

Azul, vermelho ou prata?

Quinta-Feira, 29/07/2010 por Alexander Grünwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

Que a Red Bull Racing tem o melhor carro da temporada, ninguém discute. As dez poles em onze grids neste ano são a prova de que, na teoria, Sebastian Vettel e Mark Webber são os pilotos a serem batidos. Só que a Ferrari, que perdeu rendimento depois de começar o ano com uma dobradinha, voltou a crescer e dominou a última prova, na Alemanha. Isso significa que a McLaren estará fora do páreo neste fim de semana na Hungria, certo?

Pois é, muita calma nesta hora. Afinal, nada na Fórmula 1 é tão certo assim. Mesmo figurado como a terceira força em Hockenheim, a equipe que reúne os dois campeões mundiais mais recentes não pode ser considerada carta fora do baralho quando se trata de Hungaroring. Nas últimas quatro edições desta prova, o time de Lewis Hamilton e Jenson Button marcou três poles e venceu as três corridas. Um retrospecto para rival nenhum botar defeito.

Só que, além do crescimento recente, a Ferrari tem bons motivos para acreditar que pode fazer uma boa prova neste domingo. Isso porque o time vermelho esteve no pódio nas três últimas corridas disputadas em Hungaroring. Kimi Raikkonen foi o segundo em 2007 e 2009, e terceiro em 2008. Nesta prova, aliás, Felipe Massa liderou com autoridade até que uma quebra de motor deixou o brasileiro a pé a duas voltas do fim. Coisas do esporte.

Para a Red Bull, longe da liderança do Mundial a quatro corridas, a ordem é voltar a vencer para refletir, na prática, a superioridade que se perdeu na teoria. Mark Webber, autor da melhor volta no GP da Hungria do ano passado, é o único que venceu três vezes em 2010, e não está disposto a deixar o companheiro encostar nas estatísticas. Quem vai levar a melhor? Bom, é melhor deixar que eles se entendam na pista...

Valência: clima de Copa e lembranças em verde e amarelo

Quinta-Feira, 24/06/2010 por Alexander Grünwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

Sede do GP da Europa desde 2008, a pista urbana de Valência é um solo praticamente verde e amarelo. Afinal, nos dois anos em que a Fórmula 1 visitou traçado montado em Marina Bay, os representantes brasileiros foram os primeiros a receber a bandeira quadriculada. Em 2008, a honra coube a Felipe Massa, numa corrida que foi disputada durante o período dos Jogos Olímpicos de Pequim. No ano seguinte, enquanto Massa se recuperava de um forte acidente, foi a vez de Rubens Barrichello estourar a champagne na condição de vencedor.

No entanto, basta uma análise superficial sobre a atual condição técnica dos carros de Ferrari e Williams para chegar-se à conclusão de que manter a hegemonia neste ano será uma tarefa bastante complicada. Tanto Massa quanto Barrichello vivem momentos difíceis em suas equipes, e têm passado longe das vitórias. Felipe, no entanto, conta com a evolução do time italiano para as próximas corridas como um trunfo para voltar à luta pelo título.

Em tempos de Copa do Mundo, os pilotos brincam no paddock como se estivessem nos gramados. Rubens Barrichello chegou a Valência vestido com a camisa canarinho. Lucas di Grassi preparou um capacete com pintura alusiva ao Mundial da África do Sul. E Felipe Massa postiou no Twitter uma foto com seu pequeno Felipinho, devidamente uniformizado, em sua primeira Copa do Mundo.

Também dentro das pistas, alguns duelos ganham contornos futebolísticos. Um dos mais intensos, no momento, é o Brasil x Espanha protagonizado por Felipe Massa e Fernando Alonso dentro da Ferrari. Uma batalha previsível desde que o espanhol foi anunciado pela escuderia, no fim de 2009, mas que por enquanto se desenrola com ares de guerra fria. No entanto, se Alonso vencer em casa no próximo domingo, marcará um golaço sobre o companheiro, abrindo um placar difícil – mas não impossível – de ser revertido.

A Magia de Yas Marina

Sexta-Feira, 30/10/2009 por BRIDGESTONE | categoria Curiosidades e destaques, Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

O final da temporada de 2009 acontece no novíssimo circuito de Yas Marina, durante o primeiro Grande Prêmio de Abu Dhabi, em 1º de novembro. A Bridgestone levará compostos suaves e médios para o empolgante circuito, que tem 5,5 km de extensão.

Esses mesmos compostos de pneus já foram alocados na Bélgica e na Itália. A escolha se deve ao fato de eles fazerem parte da linha mediana dos pneus Bridgestone 2009 e também porque ainda não há um histórico sobre a pista.

O traçado de Yas Marina alterna pontos muito rápidos e menos velozes. Ou seja, haverá um grande desgaste nos pneus devido à tração exigida para a reaceleração. Como em qualquer superfície nova, há chances de haver granulação dos pneus ainda no começo do fim de semana.

O tempo deve estar quente e ensolarado e a temperatura da pista poderá se tornar um fator interessante graças à sua cor escura.

O Oriente Médio é um mercado estratégico para a Bridgestone. Por isso, um grande número de convidados e clientes importantes estarão presentes na corrida.

Você sabia?
Quando precisa lidar com um novo circuito, a Bridgestone trabalha junto com os organizadores e das equipes em simulações e avaliações do traçado da pista. Para ajudar ainda mais, uma amostra da superfície é usada para dimensionar a aderência e desgaste dos pneus.

No caso de Yas Marina, no entanto, não houve esta oportunidade. Um teste da categoria GP2 nos dias 23 e 24 de outubro foi usado como meio de obter mais informações.

Em termos de forças laterais esperadas o circuito é similar ao de Valência. A superfície é parecida com Barcelona e Fuji. As previsões climáticas para a corrida colocam Abu Dhabi ao lado de Bahrein. A pista é nova e, portanto, sua cor é escura. Isso significa que a superfície pode ficar muito quente.

Baixe aqui o release completo.

GP dos Emirados Árabes – 17ª etapa

Quinta-Feira, 29/10/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
À primeira vista, Abu Dhabi parece mais uma daquelas cidades construídas sobre uma área desértica, com arquitetura futurista e muitos traços de modernidade, recebendo grandes eventos e atraindo as atenções do Ocidente. No entanto, a capital dos Emirados Árabes Unidos não se limita aos generosos investimentos feitos pelo chamado “mundo Árabe” nos últimos anos. A cidade tem grande importância no cenário sócio-político do país, com ampla operação comercial e uma indústria cultural em crescente desenvolvimento. Com um litoral de mais de 400km, que inclui um porto movimentado, Abu Dhabi vem se projetando também no setor turístico. Além da Fórmula 1™, a cidade se prepara para receber, ainda, o Mundial de Clubes da FIFA.

O circuito
O asfalto veio da Inglaterra, o maquinário da Alemanha, a iluminação dos Estados Unidos. Mas não é só na estrutura que o Yas Island Circuit é globalizado. Cuidadosamente projetado, o traçado mescla elementos consagrados em diversas pistas do mundo. As marinas ao redor, com os iates ancorados, numa referência a Valência e Monte Carlo; um túnel na saída do box, como em Paul Ricard; instalações suntuosas, semelhantes às de Xangai; desafios de uma pista urbana, como em Melbourne e Cingapura; e, claro, uma longa reta, que não pode faltar em uma pista que se preze. Além das curvas fechadas e das áreas de escape bem reduzidas, outro problema preocupa os pilotos: a areia que invade o asfalto, deixando muita sujeira pelo circuito. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui.

Curiosidade
Se por um lado coube a Cingapura o privilégio de receber a primeira prova noturna da história da Fórmula 1™, por outro é de Abu Dhabi o título de “corrida do crepúsculo”. Isso porque a prova será disputada a partir do fim da tarde – ainda sob a luz do sol –, terminando já à noite, com o brilho dos holofotes. O conceito de “day-night race” é inédito na categoria, e pode ser um elemento interessante na estratégia de corrida. As mudanças de temperatura do ar e do asfalto mexem no equilíbrio dos carros, sem contar a dificuldade de adaptação da vista humana às diferentes condições de luminosidade, especialmente em alta velocidade.


QUEM É QUEM


Os brasileiros

Sem Felipe Massa e Nelsinho Piquet, o Brasil chega a Abu Dhabi representado apenas por Rubens Barrichello. O piloto, que disputou o título mundial até a corrida passada, em Interlagos, luta agora pelo vice-campeonato. Seu rival é o alemão Sebastian Vettel, que está dois pontos à frente. Uma tarefa bastante possível, considerando-se que a Brawn GP venceu três das quatro corridas disputadas neste ano em circuitos não permanentes. Enquanto isso, fora das pistas, Lucas di Grassi e Bruno Senna buscam uma vaga para 2010. O primeiro está em Abu Dhabi como reserva da equipe Renault. O segundo, que é vinculado à nova equipe Campos no noticiário europeu, teve o privilégio de conhecer a pista em primeira mão, andando num F-1™ de dois lugares há algumas semanas.

Os loucos por velocidade têm mais um lugar para demonstrar sua paixão pelo mundo do automobilismo: a galeria especial de Bridgestone B1!

Funciona assim: todos que irão assistir à corrida em Interlagos estão convidados a compartilhar o registro dos melhores momentos com a gente. Vale tudo: fotos, vídeos e twittadas.

Para fazer parte da galeria, que vai estar no ar a partir de amanhã aqui no site B1, é só você postar o seu material no YouTube, Flickr e Twitter e usar a tag #B1.

Mais simples, impossível, não é mesmo? Participe!

GP do Brasil – 16ª etapa

Quinta-Feira, 15/10/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Maior centro urbano da América do Sul, São Paulo é também o centro financeiro do Brasil. Reunindo pessoas de diversas partes do país (a maioria chega à cidade por motivos profissionais ou em busca de oportunidades), possui cerca de 20 milhões de habitantes, o que faz do lugar a sexta maior metrópole do mundo. Se por um lado é famosa pelo grande leque gastronômico e pela diversidade cultural, por outro ainda procura soluções para problemas crônicos de grandes capitais, como trânsito e violência.

O circuito
Exigente com os freios e a suspensão, Interlagos alterna trechos de velocidade média e alta, além de subidas e descidas. Ao mesmo tempo que um carro equilibrado faz diferença no miolo do circuito, é preciso tracionar muito bem na saída da Junção, para colar no carro da frente durante a longa reta e tentar uma ultrapassagem no ‘S do Senna’. Mesmo com a pista situada a 700m do nível do mar, o que minimiza algumas diferenças, ter um motor forte também ajuda, já que boa parte das ultrapassagens se desenha durante os trechos em subida. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui.

Curiosidade
A prova de 2009 marca a vigésima edição do GP do Brasil na atual configuração de Interlagos. O circuito, ainda com 8km, recebeu sete corridas nos anos setenta, mas perdeu espaço na década seguinte para o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A Fórmula 1™ só retornou em 1990, quando uma reforma na pista deixou o traçado com pouco mais de 4km e criou o mundialmente famoso ‘S do Senna’. A ideia partiu do próprio piloto, que assim uniu a reta dos boxes à antiga reta oposta, num dos trechos mais desafiadores do circuito. Ayrton Senna venceu em Interlagos em 1991 e 1993.

Como foi em 2008
Poucas vezes se viu uma decisão como a do Mundial de 2008, que terminou no Brasil. Felipe Massa, da Ferrari, precisava vencer a prova e torcer para que o rival Lewis Hamilton, da McLaren, não passasse do quinto lugar. O brasileiro largou na pole e liderou toda a corrida, enquanto Hamilton mantinha-se defensivamente na quarta posição. A duas voltas do fim, com a chuva apertando, o inglês foi ultrapassado por Sebastian Vettel, da Red Bull, resultado que daria o título a Massa. Felipe recebeu a bandeirada como campeão, comemorou, mas Hamilton ainda não havia cruzado. Na última curva, ele e Vettel superaram a Toyota do alemão Timo Glock, manobra que devolveu a Lewis o quarto posto. Simplesmente o necessário para que ele faturasse o campeonato por apenas um ponto.


QUEM É QUEM


Os reis de Interlagos
O alemão Michael Schumacher é o rei das estatísticas na Fórmula 1™, e também no circuito de Interlagos. Ao todo, ele venceu na pista paulistana quatro vezes, duas a mais que Mika Hakkinen, Ayrton Senna, Felipe Massa, Juan Pablo Montoya e Emerson Fittipaldi. No entanto, Hakkinen, Senna e Massa marcaram mais poles: três para cada um. O brasileiro Rubens Barrichello aparece logo atrás neste quesito, com duas – mesmo número de Damon Hill e James Hunt.

Pilotos da casa
Aos 37 anos, Rubens Barrichello – que passou parte da infância numa casa vizinha à pista –busca o primeiro triunfo diante de sua torcida. Depois de 17 temporadas na categoria, esta parece ser a maior chance de sua carreira dentre todas as vezes que correu em casa. O piloto tem nas mãos um carro competitivo, que lhe permite sonhar com a vitória, e ainda luta matematicamente pelo título mundial contra o companheiro Jenson Button. A última vez que o GP do Brasil teve apenas um piloto local disputando a prova foi em 1978, com Emerson Fittipaldi.

Os brasileiros

Nossos representantes possuem um belo histórico em GPs do Brasil. Foram nove vitórias e 13 poles entre 1973 e 2008. Contando-se apenas as corridas disputadas em Interlagos, são sete vitórias e nove poles. Quem mais largou na frente na prova brasileira foi Ayrton Senna, que por seis vezes marcou o melhor tempo nos treinos classificatórios. As vitórias em casa são bem divididas: além do triunfo isolado de José Carlos Pace em 1975, outros quatro pilotos brasileiros venceram a prova duas vezes. Emerson Fittipaldi faturou em 1973 e 1974, Nelson Piquet em 1981 e 1986, Ayrton Senna em 1991 e 1993, e Felipe Massa em 2006 e 2008. Mauricio Gugelmin e Rubens Barrichello não venceram, mas já subiram ao pódio, respectivamente em 1989 e 2004.



GP do Japão – 15ª etapa

Quinta-Feira, 01/10/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Com cerca de 200 mil habitantes, Suzuka é uma típica cidade japonesa desenvolvida no pós-guerra, que equilibra sua economia entre a tradição agrícola – fruto de seu solo fértil – e o sempre movimentado setor industrial. A principal atividade das fábricas daquela região reside na indústria automobilística, incluindo a cadeia produtiva que cerca as grandes montadoras. Não por acaso, a construção de um autódromo foi a opção escolhida para alavancar o turismo e dar um perfil mais cosmopolita à pacata cidade localizada às margens da Baía de Ise.

O circuito
Desenhado em forma de oito, o circuito de Suzuka é muito rápido. No entanto, velocidade não é tudo nessa pista. Para andar bem lá, é fundamental ter um conjunto equilibrado, que apresente um comportamento estável nas sequências sinuosas e nas curvas de raio longo espalhadas pelos quase seis quilômetros do traçado japonês. As variações de temperatura e de vento num mesmo dia podem prejudicar o aquecimento dos pneus e diminuir a aderência, tornando-se mais um complicador para pilotos e engenheiros em busca do melhor acerto. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui.

Curiosidade
Decisão rima com Japão. Logo na primeira corrida disputada na terra do sol nascente, em 1976, Niki Lauda desistiu de correr sob chuva na pista de Fuji e o título acabou nas mãos de James Hunt, por apenas um ponto. Após nove anos sem GPs, o Japão voltou a figurar no calendário em 1987, quando Nelson Piquet sagrou-se campeão depois que Nigel Mansell sofreu um acidente nos treinos e não correu. De lá para cá, em outras nove oportunidades o título foi decidido em solo japonês, incluindo três a favor de Ayrton Senna, em 1988, 1990 e 1991. Em 2009, Jenson Button pode aumentar a lista se marcar cinco pontos a mais em relação ao companheiro Rubens Barrichello.

Como foi em 2008
Disputado em Fuji, o Grande Prêmio do Japão de 2008 foi marcado pelas disputas que não terminaram na pista, se estendendo em decisões dos comissários de prova. Logo na largada, o pole position Lewis Hamilton freou tarde demais e atrapalhou muita gente, sendo punido por isso. Felipe Massa também foi punido, por bater justamente em Hamilton na segunda volta. Mais tarde, recuperando posições, Felipe rodou ao tocar no carro de Sebastién Bourdais, e ganhou um pontinho a mais por causa de uma punição ao francês. Enquanto isso, lá na frente, Fernando Alonso garantia a vitória, à frente de Robert Kubica, Kimi Räikkönen e Nelsinho Piquet, cujo quarto lugar premiou uma boa atuação. Como Hamilton não pontuou, Felipe Massa descontou dois pontos com a sétima posição e manteve-se forte na luta pelo título. Rubens Barrichello foi o 13º.



QUEM É QUEM


Os reis de Suzuka
Seis vitórias, oito poles e quatro melhores voltas: números que colocam Michael Schumacher no topo das estatísticas de Suzuka. Para se ter ideia da supremacia do alemão, nenhum outro piloto venceu mais de duas vezes nesta pista, nem foi além de três poles e três voltas mais rápidas. Outro dado demonstra que este é, mesmo, um circuito seletivo. Dos onze vencedores de corridas em Suzuka, sete conquistaram ao menos um título mundial. Incluindo os brasileiros Nelson Piquet e Ayrton Senna, que também largou três vezes na primeira posição.

Pilotos da casa

Aos 24 anos, Kazuki Nakajima carrega consigo a torcida dos compatriotas, mas tem consciência de que dificilmente conquistará um bom resultado no seu GP caseiro. Afinal, ele correrá pela primeira vez de Fórmula 1™ em Suzuka – quando esteve por lá no ano passado, a prova era em Fuji. Filho do lendário Satoru Nakajima, que foi companheiro de equipe de Ayrton Senna e Nelson Piquet nos anos oitenta graças ao fornecimento dos motores Honda à equipe Lotus, Kazuki se mantém na Williams por conta do generoso desconto dado pela Toyota no fornecimento de motores. É rápido e já marcou alguns pontos, mas precisa diminuir o número de acidentes em que se envolve para garantir sua permanência na categoria.

Os brasileiros
Falar em Suzuka é lembrar de bons momentos dos brasileiros naquela pista. Nelson Piquet, que conquistou seu terceiro campeonato na prova inaugural, em 1987, venceu a edição de 1990, numa dobradinha histórica com Roberto Pupo Moreno. A corrida ficou marcada pelo troco de Ayrton Senna em Alain Prost, depois da controversa desclassificação no ano anterior, que deu o título ao francês. Senna, que já havia faturado o primeiro campeonato após vencer com uma exibição fabulosa em 1988, e se tornou tri em 1991. E venceu de novo em 1993, uma década antes de Rubens Barrichello garantir o sexto título de Michael Schumacher ao cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. Outros brasileiros já marcaram pontos em Suzuka: Christian Fittipaldi, Cristiano Da Matta e também Felipe Massa, que largou na pole em 2006.


GP de Cingapura – 14ª etapa

Quinta-Feira, 24/09/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Um dos mais recentes palcos da Fórmula 1™, a cidade de Cingapura é a capital do país homônimo, que nada mais é do que uma pequena ilha ao sul da Malásia. Um lugar onde a modernidade, cada vez mais presente, é fruto dos incentivos fiscais e dos investimentos na área tecnológica feitos pelo governo. O clima tropical, com calor nas quatro estações do ano, atrai turistas de toda a Ásia, que se sentem em casa neste país composto por diversas etnias.

O circuito
Este é um típico circuito de rua. A começar pelo asfalto, que é mais ondulado que o de um circuito permanente. O grande número de curvas fechadas, que na verdade são esquinas, fazem do traçado um dos mais travados da Fórmula 1™. Para compensar, o cenário é bem interessante, incluindo até uma ponte. Mais de 400 holofotes de altíssima potência iluminam a pista, mas o desafio de se disputar uma prova à noite permanece. Especialmente no trecho sinuoso da curva 10, cujo contorno requer muita precisão. Saiba mais sobre este circuito clicando aqui.

Curiosidade
A pista urbana de Marina Bay tem lá seus segredos, e muitos deles passam pela situação peculiar de se correr à noite num lugar tão quente. Mesmo no período noturno, a temperatura do ar não diminui muito naquela região, cuja umidade relativa ainda aumenta a sensação de calor. Já a pista, com a ausência do sol, não atinge os níveis normais que um circuito urbano, cercado por muros, costuma apresentar durante o dia. Circunstâncias atmosféricas que prejudicam o aquecimento dos pneus, mas não poupam o restante do equipamento.

Como foi em 2008
Logo de cara, o primeiro Grande Prêmio de Cingapura entrou para a história por dois motivos: além de ser a primeira corrida noturna da história da F-1™, teve também a honra de sediar o GP de número 800. Mas a prova daquela noite, hoje se sabe, foi palco de uma das maiores farsas da categoria. Nelsinho Piquet, da Renault, bateu propositalmente no muro a mando da equipe, causando uma entrada do carro de segurança. Isso ajudou o companheiro Fernando Alonso, que já havia reabastecido, e acabou ganhando a corrida. Felipe Massa, que liderava, teve problemas no pit stop e arruinou suas chances. Nico Rosberg e Lewis Hamilton completaram o pódio.


QUEM É QUEM


Os reis de Cingapura

Mesmo com apenas uma corrida já realizada, os números são bem distribuídos no GP de Cingapura. A pole position na única prova realizada em Marina Bay foi de Felipe Massa, da Ferrari. A equipe italiana também marcou a melhor volta, mas com Kimi Raikkonen. A vitória ficou com Fernando Alonso, numa corrida em que os oito pontuadores pertenciam a sete equipes diferentes. Apenas Ferrari, Force India e Honda passaram em branco.

Os brasileiros
Para os brasileiros, a única corrida realizada em Cingapura foi um dia – ou melhor, uma noite – para esquecer. Felipe Massa, que lutava pelo título, viu o campeonato começar a se esvair por causa de um erro humano. Ao fazer seu reabastecimento durante uma entrada do safety car, o mecânico liberou o piloto antes da hora, fazendo com que Felipe saísse dos boxes com a mangueira de combustível agarrada ao carro. Ele até voltou à prova, mas àquela altura muito atrás dos rivais. Nelsinho Piquet, numa tática suicida, bateu no muro logo no início, de propósito, para ajudar o companheiro. Enquanto isso, Rubens Barrichello, no frágil carro da Honda, teve seu motor quebrado alguns metros depois.


GP da Itália – 13ª etapa

Quinta-Feira, 10/09/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Cravada na região da Lombardia, a pacata Monza é um distrito de Milão, que vem a ser uma das principais cidades da Itália. São apenas 33km2, boa parte deles ocupados pelo Parco di Monza, uma enorme área verde voltada ao lazer, que abriga também a pista que todos os anos recebe a Fórmula 1™. Ao redor, uma arquitetura clássica, bastante característica das pequenas vilas da Europa, faz Monza preservar de maneira sublime a atmosfera da época em que os primeiros Grandes Prêmios foram disputados por ali.

O circuito
Em nenhuma outra pista do calendário o acelerador é tão utilizado. Ao longo dos quase 5800 metros de cada volta, são poucos os trechos nos quais os pilotos aliviam a velocidade. Justamente por causa disso, um bom perfil aerodinâmico faz diferença, ajudando na aderência do carro e no aproveitamento da potência dos motores. Estes, por sinal, também precisam aguentar o alto grau de exigência a que são submetidos, já que trabalham em giros altos nas diversas retas do circuito italiano. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui.

Curiosidade
Desde 1950, temporada que marcou o nascimento da Fórmula 1™, Monza recebe a categoria. A única exceção foi 1980, quando a corrida foi disputada em Ímola. Nestas seis décadas, uma característica da prova italiana foi o sol, sempre presente durante os GPs. Isso até 2008, quando esta escrita foi quebrada. Naquele ano, a chuva apareceu com força desde os primeiros treinos, e assim continuou até o fim da corrida. Melhor para o público, que acompanhou uma prova imprevisível e cheia de alternativas.

Como foi em 2008
Antes daquela corrida, o mundo já admirava o talento do jovem Sebastian Vettel. Mas a atuação do alemão no GP da Itália de 2008 abriu os olhos dos que procuravam um potencial campeão. Em sua 22ª participação na Fórmula 1™, Vettel levou o carro da modesta Toro Rosso (antiga Minardi) à pole position. Depois, com uma tocada segura e constante ao longo da prova, construiu uma vantagem segura para a McLaren de Heikki Kovalainen. O terceiro lugar ficou com Robert Kubica, que partira em 11º com a BMW. Em meio à chuva, a esperança dos brasileiros foi por água abaixo: Felipe Massa terminou em 6º, Nelsinho Piquet em 10º e Rubens Barrichello, em 17º.


QUEM É QUEM


Os reis de Monza
Ninguém venceu tanto nesta pista quanto Michael Schumacher. Foram cinco vitórias, todas guiando os carros vermelhos da Ferrari. A última delas, especialíssima, pois naquele mesmo dia o alemão anunciou sua retirada da Fórmula 1™. O segundo maior vencedor da Itália é Nelson Piquet, que faturou a única corrida disputada em Imola e foi o primeiro colocado em Monza por três vezes – mesmo número de Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, Ronnie Peterson e Alain Prost. Fangio ainda aparece ao lado de Ayrton Senna na lista dos pilotos que mais pole positions fizeram em Monza. Foram cinco para cada um.

Pilotos da casa
A grande atração deste GP da Itália é a presença de Giancarlo Fisichella na Ferrari. Aos 36 anos e dado como aposentado pela imprensa, ‘Fisico’ chega a Monza para substituir o compatriota Luca Badoer, que fez duas corridas desastrosas pela equipe no lugar do brasileiro Felipe Massa, ainda recuperando-se de um acidente na Hungria. A grande chance da carreira de Giancarlo abre as portas da equipe Force India para a volta de Vitantonio Liuzzi, que passou as duas últimas temporadas como piloto reserva da equipe. Para completar a ‘squadra’ italiana da Fórmula 1™, Jarno Trulli tentará levar a Toyota novamente ao pódio, depois de algumas provas com problemas mecânicos.

Os brasileiros
O GP da Itália traz ótimas lembranças aos brasileiros. Foi lá, em 1972, que Emerson Fittipaldi faturou – com direito a vitória – seu primeiro título mundial. Mais tarde, Nelson Piquet cravou duas poles e venceu quatro vezes, sendo uma em Ímola, na única vez que o GP italiano deixou de ser disputado em Monza. Ayrton Senna, dono de cinco poles no circuito italiano, venceu duas vezes. Mesmo número de vitórias de Rubens Barrichello, que largou na pole uma vez nesta pista. Além deles, Antonio Pizzonia, Felipe Massa, José Carlos Pace, Pedro Paulo Diniz e Ricardo Zonta já marcaram pontos em Monza.


Hora do Spa

Sexta-Feira, 28/08/2009 por BRIDGESTONE | categoria Curiosidades e destaques, Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

Com sete quilômetros de extensão, Spa Francorchamps é o circuito mais longo da temporada e o que exige bastante dos pneus de composição média e suave. Localizado na região da floresta de Ardennes, na Bélgica, o desafio do Spa é legendário. O circuito conta com 19 curvas e seu desenho ondulado oferece um verdadeiro teste de alta velocidade.

Apesar de ser um circuito rápido, os níveis de downforce usados nos carros é bastante alto e muito peso é depositado nos pneus. Há também uma significativa mudança na inclinação a cada término de volta. A compressão no trecho mais baixo da curva de Eau Rouge demanda muita força dos pneus. Em Spa Francorchamps pressão suficiente nos pneus é essencial para garantir uma boa performance.

Esta é a primeira vez que os pneus médios e suaves serão usados consecutivamente em uma alocação para uma prova. No entanto, o clima em Spa é geralmente chuvoso e, por isso, os pneus intermediários e para chuva da Bridgestone podem ser usados.

Você sabia?
Sete dos últimos 15 Grandes Prêmios belgas aconteceram sob tempo chuvoso e, em circunstâncias assim, os pneus Bridgestone Potenza intermediários e para chuva são usados.

O pneu intermediário é indicado para pistas molhadas onde não exista quantidade significativa de poças d’água. Ele consegue remover 34 litros de água por segundo por carro. Por outro lado, pneus para chuva são usados para casos de poças na pista. O pneu para chuva remove 61 litros de água por segundo por carro. Ele funciona como “maisena”, quanto você adiciona água ele fica grudento.

Ter o pneu certo na hora certa é essencial.

Clique aqui e baixe o PDF completo.

GP da Bélgica – 12ª etapa

Sexta-Feira, 28/08/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Spa, Francorchamps e Malmedy dividem o privilégio de receber o Grande Prêmio da Bélgica desde a década de cinquenta. Não se trata de um rodízio de pistas, mas pelo fato do circuito ser formado pela confluência de antigas estradas (algumas usadas até hoje) que ligavam estas cidades. Uma área belíssima, composta por uma floresta densa na região das Ardenas, uma cadeia montanhosa que se estende da França até Luxemburgo. Além da beleza, um dos destaques desta parte da Europa é o clima extremamente instável, que costuma influenciar decisivamente no resultado das corridas.

O circuito
Não por acaso, esta é a pista favorita de muitos pilotos, geração após geração. Afinal, o circuito belga possui um conjunto de características que encantam quem está ao volante. Uma pista que é sinônimo de desafio e prazer para os pilotos que, entre subidas, descidas e curvas de alta – incluindo a fantástica Eau Rouge – buscam o máximo do equipamento. Até 1970, o traçado tinha 14 km, reduzidos à metade quando Spa voltou ao calendário, em 1983. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui [link para área de circuitos do site].

Curiosidade
Rubens Barrichello ainda comemora sua vitória em Valência, a décima da carreira e a centésima do Brasil na Fórmula 1. Mas o GP da Bélgica também marca uma efeméride importante para o brasileiro. Há 15 anos, ele conquistou em Spa sua primeira pole na categoria. Guiando um carro da Jordan, bem mais fraco que os dos favoritos, ele aproveitou-se de um momento em que o asfalto estava secando, nas voltas finais do treino classificatório, e cravou o melhor tempo da sessão. Na época, aos 22 anos, ele tornou-se o mais jovem piloto de todos os tempos a conquistar uma pole. Um recorde superado apenas em 2003 por Fernando Alonso, e mais tarde por Sebastian Vettel, em 2008.

Como foi em 2008
O vai e vem da chuva deu o tom nas primeiras voltas do GP da Bélgica de 2008. Lewis Hamilton e Kimi Räikkönen brigaram intensamente pela liderança, até que o finlandês conseguiu manter-se na ponta. Na parte final da corrida, com o piso molhando de novo, o inglês se aproximou rapidamente, e ultrapassou o rival cortando uma chicane. O que seria uma devolução de posição nos metros seguintes foi transformado num drible maroto, e assim Hamilton se colocou à frente mais uma vez. Räikkönen acabou saindo da pista e batendo no muro, enquanto o piloto da McLaren recebia a bandeirada em primeiro lugar. Lewis ganhou, mas não levou. Punido com 25 segundos pela manobra irregular, caiu para terceiro, deixando a vitória de presente para Felipe Massa.


QUEM É QUEM


Os reis de Spa-Francorchamps
Uma forma de medir o grau de dificuldade desta pista é dar uma olhada na lista de vencedores. Isto porque todos os pilotos com mais de uma vitória em Spa figuram, também, na galeria dos campeões mundiais. O recordista é Michael Schumacher, heptacampeão, que venceu na Bélgica seis vezes. Já o tricampeão Ayrton Senna faturou a prova belga cinco vezes, uma a mais que o bicampeão Jim Clark. Entre os que largaram mais vezes na frente, há um empate e tanto: assim como Ayrton Senna, o pentacampeão Juan Manuel Fangio é dono de quatro poles em Spa-Francorchamps.

Pilotos da casa
Pelas mãos dos pilotos Jacky Ickx e Thierry Boutsen, a Bélgica detém 14 poles e 11 vitórias na Fórmula 1. E não é só isso: Ickx foi, também, vice-campeão nas temporadas de 1969 e 1970. Desde 1994, no entanto, que um piloto nascido no país não compete na categoria. O último foi o inexpressivo Philippe Adams, que fez duas corridas pela Lotus, então decadente e à beira da falência. O belga estreou correndo em casa, mas fez feio. Bateu e rodou diversas vezes nos treinos e largou em último lugar, tomando 13 segundos do pole-position e seis do companheiro de equipe, o inglês Johnny Herbert. Na corrida seguinte, depois de um vexame similar, Adams foi dispensado pela equipe e nunca mais voltou à Fórmula 1.

Os brasileiros
Até 2008, foram computadas seis poles e seis vitórias de brasileiros em Spa-Francorchamps. Ayrton Senna foi o que mais venceu (cinco vezes), número que foi ampliado no ano passado com a vitória herdada por Felipe Massa. Senna marcou também quatro pole-positions, mas neste quesito tem a companhia de Nelson Piquet e Rubens Barrichello, que fizeram, cada um, uma pole em Spa. Roberto Moreno marcou a melhor volta da prova uma vez, assim como Massa e Barrichello. Além deles, Pedro Paulo Diniz e Maurício Gugelmin marcaram pontos nesta pista.

A Bridgestone, fornecedora oficial de pneus para a Fórmula 1, anuncia os compostos alocados para os pneus Potenza nas últimas quatro etapas do Mundial de Fórmula 1.

No GP de Cingapura, serão usados pneus super macios e macios. No Japão, as equipes deverão utilizar os macios e duros, enquanto no Brasil, serão fornecidos os compostos super macios e médios e, em Abu Dhabi, os macios e médios.

As duas alocações de pneus macios serão obrigatórias em cada corrida, exceto se os pneus duros e médios forem utilizados. Assim, caberá às equipes encontrar a melhor combinação para que se aproveite o potencial de ambos pneus.

Os compostos continuarão sendo diferenciados por uma faixa verde nas laterais do pneus macios. A cor verde faz alusão à participação da Bridgestone na campanha “Torne seu Carro Ecológico”.

“É com grande satisfação que anunciamos nossas alocações finais. Cingapura é um circuito de rua e, baseado em nossa experiência no ano passado, percebemos que os compostos macio e super macio são a melhor escolha. Em Suzuka, teremos uma lacuna em termos de dureza dos compostos....No Brasil, permancecemos com a lacuna de dureza. Normalmente, a pista fica muito quente em São Paulo e costumamos ter uma boa corrida. Vamos lutar para que a competição seja tão emocionante como a que tivemos na temporada passada. Abu Dhabi é um destino novo para nós. Embora seja tecnicamente um percurso de rua, estamos trazendo compostos mais duros do que nós usamos nos demais. Percebemos que o composto duro não seria ideal para este novo circuito, por isso estamos trazendo os compostos macios e médios consecutivos", afirma Hirohide Hamashima, Diretor de Desenvolvimento de Pneu da Bridgestone Motorsport.

Compostos alocados para as próximas etapas:

Cingapura – super macio e macio
Japão – macio e duro
Brasil – super macio e médio
Abu Dhabi – macio e médio

GP da Europa – 11ª etapa

Quarta-Feira, 19/08/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Na costa do Mar Mediterrâneo, Valência é uma das mais antigas cidades da Europa, e impressiona por sua beleza. Reune jóias da arquitetura, do centro histórico aos prédios modernos. Ao longo do tempo, passou por diversas transformações. A mais recente tratou de revitalizar diversas áreas, onde foram desenvolvidos polos artísticos e culturais. Como na zona portuária, por exemplo, que abriga um complexo chamado ‘Cidade das Artes e da Ciência’, e cujas ruas ao entorno recebem o circo da Fórmula 1 desde 2008.

O circuito
A beleza do cenário é incontestável, mas o traçado é bastante exigente com carros e pilotos. Os freios, naturalmente sobrecarregados num circuito de rua, ainda sofrem com a falta de ventilação por causa dos muros ao redor da pista. As áreas de escape, incomuns em corridas urbanas, garantem certa margem de erro, mas é bom tomar cuidado para não esbarrar no concreto ao contornar algumas curvas. A sujeira no asfalto, devido à proximidade do mar, também pode influenciar no comportamento dos carros no decorrer da prova. Assim como na travada Hungaroring, o KERS pode fazer diferença nas retomadas de velocidade. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui.

Curiosidade
Com a ausência de Felipe Massa, ainda se recuperando do acidente sofrido na Hungria, o GP da Europa marca a volta de um italiano ao cockpit da Ferrari. Após 15 anos, caberá ao piloto de testes Luca Badoer, de 38 anos, conduzir um dos carros vermelhos numa corrida de Fórmula 1. O último havia sido Nicola Larini, segundo colocado no trágico GP de San Marino de 1994. Ao longo de seis décadas, apenas 25 italianos guiaram para a marca, sendo que nove deles venceram corridas. A mais recente delas foi pelas mãos de Michelle Alboreto, no GP da Alemanha de 1985.

Como foi em 2008
Disputado durante os Jogos Olímpicos de Pequim, o GP da Europa de 2008 marcou a estreia da pista urbana de Valência na Fórmula 1. Felipe Massa, em ótima fase, comemorou em grande estilo sua centésima corrida na categoria: garantiu a ‘medalha de ouro’ ao largar na pole e vencer com sua Ferrari, marcando também a melhor volta. Atrás do brasileiro, no entanto, o que se viu foi uma procissão, com as posições se alterando apenas momentaneamente, em decorrência das janelas de pit stops. Lewis Hamilton, da McLaren, e Robert Kubica, da BMW, completaram o pódio.


QUEM É QUEM


Pilotos da casa
Os fãs espanhois respiraram aliviados quando a exclusão da equipe Renault foi transformada em uma multa de 50 mil dólares, garantindo assim a presença do bicampeão Fernando Alonso na corrida de Valência. O piloto é uma das maiores estrelas do país na atualidade, e dispensa apresentações. Mas o GP da Europa terá mais um espanhol na pista: Jaime Alguersuari, que na Hungria tornou-se o mais jovem de todos os tempos a disputar uma corrida de Fórmula 1. Depois de superar o companheiro de equipe na estreia, Jaime quer ir além. Ele venceu as duas provas da rodada dupla de Fórmula 3 realizada no traçado urbano de Valência em 2008, experiência que pode fazer diferença para alguém com tão pouca quilometragem como ele.


Os brasileiros

Na primeira corrida disputada no circuito urbano de Valência, no ano passado, Felipe Massa foi o único brasileiro e terminar a corrida com motivos para comemorar. Enquanto o piloto da Ferrari fez pole, vitória e melhor volta, seus compatriotas amargaram maus resultados. A bordo de carros pouco competitivos, Nelson Ângelo Piquet, da Renault, e Rubens Barrichello, da Honda, sequer andaram na zona de pontuação. Nelsinho largou em 15º e terminou quatro posições à frente. Já Rubinho, que partiu do 19º lugar, não foi além do 16º.

GP da Hungria – 10ª etapa

Quinta-Feira, 23/07/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade

Budapeste é uma das mais belas e tradicionais capitais da Europa. Tanto que possui o apelido de “Pérola do Danúbio”, em alusão ao rio que cruza a cidade. Um lugar que reúne em seu extenso território alguns polos fundamentais para a economia do país, como cultura, comércio e indústria. Com a queda dos regimes socialistas, no fim da década de oitenta, ficou ainda mais acessível aos turistas de países vizinhos, que aproveitam o forte calor da região durante o verão.

O circuito

Certa vez alguém disse que este circuito parecia Mônaco sem os guard-rais. Exageros à parte, de fato Hungaroring tem as mesmas características do Principado: pista estreita, grande número de curvas e a raros pontos de ultrapassagem. Tanto que, em 23 anos no calendário, somente por duas vezes o vencedor não largou entre os três primeiros. Outro ponto marcante é a combinação do forte calor com o asfalto abrasivo, que leva pilotos e carros ao limite. O KERS pode ser importante desta vez, por causa das muitas retomadas de aceleração. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui.

Curiosidade

Recentemente, Hungaroring ganhou uma característica bem peculiar: entre 2003 e 2008, esta pista viu três pilotos vencerem pela primeira vez na Fórmula 1. No ano passado, quem rompeu a barreira da vitória foi Heikki Kovalainen, após o abandono do líder Felipe Massa a três voltas do fim. Dois anos antes, em 2006, uma prova confusa e temperada pela chuva havia premiado Jenson Button, 14º no grid, com o topo do pódio. Inesquecível, também, foi a primeira conquista da vitoriosa carreira de Fernando Alonso em 2003, colocando uma volta sobre Michael Schumacher, o campeão em exercício. Dez anos antes do espanhol, quem também conseguiu faturar sua primeira vitória por lá foi o britânico Damon Hill.

Como foi em 2008


O GP da Hungria do ano passado foi uma daquelas provas de quanto o esporte pode ser cruel. Afinal, Felipe Massa fez uma excelente largada, pulou para a liderança com uma ultrapassagem incrível sobre Lewis Hamilton na primeira curva e dominou a corrida com facilidade. Isso até três voltas para a bandeirada, quando uma peça defeituosa fez o motor Ferrari explodir e transformar em fumaça o sonho do brasileiro. Quem herdou a vitória – sua primeira na carreira – foi o finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren. Timo Glock e Kimi Räikkönen completaram o pódio. Nelsinho Piquet marcou pontos com o sexto lugar, enquanto Rubens Barrichello, na problemática Honda, não passou do 16º.

QUEM É QUEM

Os reis de Hungaroring

Para se ter uma ideia da seletividade desta pista, dez dos 14 pilotos que já venceram por lá conquistaram o título mundial ao menos uma vez. O recordista de vitórias na prova húngara é o heptacampeão Michael Schumacher, que cruzou em primeiro por quatro vezes. O tricampeão Ayrton Senna ganhou em três oportunidades. Na lista dos que têm duas vitórias, figuram o tricampeão Nelson Piquet, o bicampeão Mika Häkkinen e os também campeões Damon Hill e Jacques Villeneuve. Senna e Schumacher também lideram as estatísticas nas poles. O alemão largou na frente sete vezes, contra três do brasileiro.

Pilotos da casa

Se o GP da Hungria sempre tem casa cheia, certamente não é por causa da presença de ídolos locais. Em seis décadas de Fórmula 1, apenas um piloto húngaro competiu na categoria. Em 2003, Zsolt Baumgartner havia comprado uma vaga de piloto reserva da equipe Jordan, e foi pego de surpresa com o acidente que tirou o titular Ralph Firman de combate justamente para a prova de Hungaroring. Zsolt estreou em frente à sua torcida, mas abandonou a prova. Ele ainda fez mais uma corrida pela equipe naquele ano, o GP da Itália, antes de assinar com a Minardi para 2004. No time italiano, cumpriu uma temporada completa, e marcou seu único ponto com um bom oitavo lugar no GP dos Estados Unidos, depois de largar em 19º.

Os brasileiros


Nas três primeiras corridas em solo húngaro, foram três vitórias brasileiras, com Nelson Piquet e Ayrton Senna fazendo dobradinha nas duas primeiras. Desde então, o pódio se tornou território verde-amarelo. Senna esteve lá sete vezes, três delas no lugar mais alto (1988, 1991 e 1992). Piquet marcou presença três vezes, incluindo suas duas vitórias (1986 e 1987). Rubens Barrichello venceu em 2002, mas estourou champagne outras duas vezes. Senna e Barrichello, por sinal, estão entre os cinco maiores pontuadores desta pista, e também largaram na pole quatro vezes no total (Senna em 1986, 1988 e 1991 e Barrichello em 2002). Outros brasileiros que já marcaram pontos em Hungaroring foram Maurício Gugemin, Antônio Pizzonia, Felipe Massa e Nelsinho Piquet.

Nürburgring: a Fórmula 1™ brilha em solo alemão

Quarta-Feira, 08/07/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Em alemão, Nürburgring quer dizer ‘circuito de Nürburg’, que vem a ser uma típica cidade daquela região, repleta de história, situada a oeste do país. Por lá, é fácil encontrar vestígios de construções da Idade Média, como o belo castelo de Nürburg. Além disso, a prática de esportes de inverno também é uma atividade bastante comum. Mas parte da economia daquele pequeno pedaço da Europa é movida pelo aluguel de garagens. Muitas pessoas deixam seus veículos esportivos estacionados em casas próximas ao lendário circuito de 23 km, que é aberto ao público para passeios de carro.

O circuito
Perigoso para os pilotos e inadequado para as transmissões televisivas, o velho traçado de 22,8 km foi usado pela Fórmula 1™ até 1976, quando um pavoroso acidente com Niki Lauda motivou a construção de uma pista curta e moderna. Apesar do bom número de retas, ter um carro que tracione de maneira eficiente é fundamental no circuito de 5 km. Isso por conta de duas curvas de baixa velocidade que exigem retomadas de aceleração imediatas. O clima da região também causa surpresas de vem em quando. Tão comum quanto fazer um calor acima dos 30 graus é baixar a temperatura bruscamente, inclusive com pancadas de chuva. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui.

Curiosidade
As corridas disputadas em Nürburgring já tiveram três nomenclaturas diferentes. Depois de sediar 22 edições do GP da Alemanha entre 1951 e 1976 com o velho traçado – apelidado de “inferno verde”, por ter boa parte de sua extensão encravada nas florestas da região – o circuito retornou reformulado em 1984, recebendo o GP da Europa. No ano seguinte, a prova voltou a ser chamada de GP da Alemanha. Mas Nürburgring só tornaria a receber uma prova da F-1™ em 1997, desta vez, promovida como GP de Luxemburgo. A partir de 1999, a corrida foi batizada novamente como GP da Europa, o que se manteve até 2007. Em 2008, com o GP da Europa em solo espanhol, teve início um rodízio de pistas para o GP da Alemanha. Ano passado, foi a vez de Hockenheim, que volta a receber a prova em 2010. Neste ano, os carros aceleram em Nürburgring, que, por sua vez, retorna ao calendário em 2011.

Como foi em 2008
Disputado em Hockenheim, o GP da Alemanha de 2008 teve acidentes, surpresas e uma atuação implacável de Lewis Hamilton. O inglês fez a pole e liderava com facilidade, até que uma batida de Timo Glock na 35ª volta mudou o cenário da prova. Por causa de um pit stop oportuno, antes da entrada do safety car, Nelsinho Piquet saltou para as primeiras posições e chegou a liderar a corrida. Isso porque Hamilton não parou enquanto a prova estava em bandeira amarela, e precisou fazê-lo com a corrida em andamento, retornando em quinto lugar. No entanto, o piloto da McLaren precisou de apenas nove voltas para superar seus adversários, voltar à liderança e conquistar a oitava vitória de sua carreira. Nelsinho terminou em segundo, dividindo o pódio com o compatriota Felipe Massa. Rubens Barrichello bateu com David Coulthard e abandonou.

QUEM É QUEM

Os reis de Nürburgring
Mesmo com 22 provas no traçado longo e 15 no curto (37 no total), um certo competidor da era moderna leva vantagem nas estatísticas desta pista. Michael Schumacher acostumou-se a fazer bonito diante de sua torcida, e detém o status de piloto com o maior número de pontos (76), o que mais vezes subiu ao pódio (oito vezes) e também o que mais venceu em Nürburgring, com cinco conquistas. Ele só perde no quesito pole positions, pois fez uma a menos que as quatro do escocês Jim Clark, que só conheceu a pista antiga. Dos que estão em atividade, destaque para os campeões Fernando Alonso, que venceu duas vezes, e Kimi Räikkönen, que fez duas poles nesta pista.

Pilotos da casa
Dos vinte pilotos, cinco são alemães, o que corresponde a 25% do grid. Mesmo assim, o domínio da era Schumacher ainda é um sonho para os germânicos: apenas Sebastian Vettel, da Red Bull, tem vitórias no currículo. Com duas delas só em 2009, o garoto de 22 anos é uma ameaça real ao título do inglês Jenson Button. Enquanto isso, Nico Rosberg (Williams), Nick Heidfeld (BMW) e Timo Glock (Toyota) alimentam esperanças de pódio em Nürburgring. Tarefa complicada para Adrian Sutil, que ainda não pontuou com o carro da Force India.

Os brasileiros
Os pilotos brasileiros que conheceram Nürburgring a partir da década de noventa levam alguma vantagem sobre os demais que correram por lá. Rubens Barrichello, por exemplo, é o segundo maior pontuador desta pista em todos os tempos. Com 48 pontos acumulados, ele só está atrás de Michael Schumacher nas estatísticas. Rubinho, que venceu em 2002, foi ao pódio cinco vezes, sendo quatro seguidas. Quem também teve o prazer de estourar champagne em Nürburgring foi Felipe Massa (duas vezes) e Nelson Piquet, o pai, uma vez. Nelsão, inclusive, fez uma pole nesta pista, em 1984. Também marcaram pontos Pedro Paulo Diniz, José Carlos Pace e os irmãos Emerson e Wilson Fittipaldi.


Silverstone: acelerando no berço da Fórmula 1

Sexta-Feira, 19/06/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Ainda hoje, este pedacinho do sul da Inglaterra não possui muita coisa além de fazendas e estradas estreitas. Na primeira metade de século XX, foram construídas por lá algumas pistas de pouso, por causa das duas grandes guerras. Com o fim dos conflitos, as longas retas passaram a ser utilizadas para competições automobilísticas. No entanto, este distrito de Northamptonshire ainda guarda muito da tranquilidade de uma cidade de interior.

O circuito
Até o início dos anos noventa, Silverstone tinha um desenho ainda mais rápido do que o do atual traçado. Mesmo assim, continua sendo uma pista com boas médias de velocidade, graças ao bom número de retas. Como é bastante usada nas categorias de base do automobilismo britânico, não representa muito mistério para os pilotos. Mas, ainda assim, é um circuito cheio de manhas, no qual velocidade não é tudo. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui.

Curiosidade
A expressão tão difundida de que “a Fórmula 1 nasceu na Inglaterra” tem seu fundamento. Silverstone recebeu o primeiro GP da história da categoria, em 13 de maio de 1950. E, de fato, a tradição do país nas corridas automobilísticas teve um peso decisivo na escolha. A prova inaugural foi vencida pela pelo pole-position, Nino Farina. Ao fim de sete provas, o italiano se tornaria o campeão daquela temporada.

Como foi em 2008
A primeira pole da carreira de Heikki Kovalainen parecia uma senha: aquele GP da Inglaterra não seria dos mais convencionais. Ainda mais quando o dia amanheceu chuvoso na região do autódromo. Logo na segunda volta, Lewis Hamilton assumiu a liderança e caminhou para uma de suas maiores vitórias. Enquanto isso, atrás dele, os brasileiros tinham desempenhos distintos. Nelsinho Piquet, depois de andar bem, rodou e abandonou a prova. Felipe Massa não abandonou, mas chegou a duas voltas do vencedor, depois de rodar cinco vezes. Melhor fez Rubens Barrichello, que saiu de um 16º no grid para o pódio, em terceiro lugar. A segunda posição ficou com Nick Heidfeld, da BMW.


QUEM É QUEM

Os reis de Silverstone
De 1950 a 2008, foram 42 as provas disputadas pela F-1 em Silverstone, em diversas configurações de traçado e equipamento. Mas com algo em comum: os pilotos mais bem sucedidos nesta pista são todos campeões mundiais, com algum destaque para os britânicos. Alain Prost é o maior vencedor, com cinco triunfos, mas Jim Clark, Michael Schumacher e Nigel Mansell ficaram em primeiro lugar três vezes cada um. Nas poles, Damon Hill se iguala a Clark e Mansell, tendo largado na frente em três oportunidades.

Pilotos da casa
Ambos vivem num ambiente similar: piloto inglês, numa equipe inglesa, correndo em frente à sua torcida. Mas, se em 2008 as atenções eram todas para Lewis Hamilton, neste ano o herói local chama-se Jenson Button. Como a McLaren vive um momento ruim, o atual vencedor Hamilton lutará por pontos. Em compensação, depois de vencer seis vezes em sete provas disputadas neste ano, Button – favoritíssimo à vitória – precisa deixar a pressão de lado na hora de entrar no cockpit.

Os brasileiros
Com tanta história na F-1, Silverstone já foi o palco de boas exibições dos brasileiros. O primeiro a vencer por lá foi Emerson Fittipaldi, em 1975, naquela que seria sua última vitória na F-1. Ayrton Senna repetiu o feito em 1988, sob muita chuva. Rubens Barrichello, em 2003, também cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, numa das melhores apresentações de sua carreira. Nas poles, é Rubinho que tem a vantagem, tendo largado duas vezes na frente. Ayrton Senna e Nelson Piquet também fizeram, cada um, uma pole em Silverstone. Felipe Massa ainda tenta seu primeiro pódio nesta pista, algo que Barrichello já conseguiu cinco vezes, assim como Senna (3), Fittipaldi (2), Piquet (2) e José Carlos Pace (1). Além deles, também marcaram pontos em Silverstone Maurício Gugelmin, Cristiano da Matta e Pedro Paulo Diniz, feito que Nelsinho Piquet tenta igualar neste ano.

Istambul: desafios no Império Vermelho

Quinta-Feira, 04/06/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Não é exagero dizer que boa parte da história do mundo está escrita nas ruas e construções de Istambul. A cidade, que sempre teve importância no cenário europeu, foi capital oriental do Império Romano, capital do Império Otomano e da própria Turquia até 1923. Parte desta herança é explorada turisticamente, pelo grande número de igrejas, mesquitas, sinagogas e palácios da região. A cidade também se destaca culturalmente, o que justifica os crescentes investimentos locais em universidades e eventos artísticos de grande porte.

O circuito
Por ser uma das pistas mais recentes do calendário, Istambul segue o padrão da Fórmula 1 moderna: um circuito seletivo de pouco mais de 5 km, projetado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, com curvas variadas e grandes áreas de escape. O maior desafio é a curva 8, formada por uma sequência de quatro pernas para a esquerda, com diferentes referências para tangência e velocidade. Saiba mais sobre este circuito clicando aqui [link para área de circuitos do site].

Curiosidade
O GP da Turquia está incluído na chamada ‘temporada europeia’ da Fórmula 1. Mas, como o território da Turquia se divide entre dois continentes, na verdade a pista de Istanbul Park fica situada geograficamente na Ásia.

Como foi em 2008
Felipe Massa parecia caminhar para mais um fim de semana de sonho na pista turca. Como nos dois anos anteriores, ele fez a pole e liderava a prova sem sustos, até que Lewis Hamilton se aproximou perigosamente. O inglês havia alterado sua estratégia na primeira parada, e estava muito mais rápido. Só que Massa, inteligentemente, pensou na própria corrida e deixou o rival passar. Hamilton abriu vantagem, o que no fim lhe assegurou o segundo lugar, mesmo fazendo um pit stop a mais. Enquanto isso, brasileiro garantiu a vitória sem sustos, com o companheiro Kimi Räikkönen em terceiro. Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet terminaram a prova a uma volta do vencedor, respectivamente na 14ª e 15ª posições.

Preste atenção
• Eles também já venceram na Turquia, mas correndo na GP2: Heikki Kovalainen (2005), Nelsinho Piquet (2006) e Timo Glock (2008).

Grandes oportunidades
• Com o 3º lugar em Mônaco, Kimi Räikkönen quebrou o jejum de pódios da Ferrari. O finlandês garante que a evolução continua em Istambul.


QUEM É QUEM

Os reis de Istambul
Até hoje, a dupla da Ferrari está invicta em Istambul. O finlandês Kimi Räikkönen, quando ainda corria na McLaren, fez a pole e venceu em 2005. Nos três anos seguintes, Felipe Massa fez o mesmo, largando na frente e dominando a corrida. Somando-se as quatro edições, eles lideraram, juntos, 93% das voltas. Será que manterão a invencibilidade em 2009?

Pilotos da casa
Apesar de ter uma das pistas mais interessantes do calendário, os turcos sabem que ver um representante do país no grid ainda é um sonho distante. Entre 2006 e 2008, o piloto Jason Tahinci disputou as séries europeia e asiática da GP2, categoria considerada o último passo antes da F-1. Porém, com resultados discretos, o turco debandou para a Fórmula Superliga, onde integrou a equipe do Galatassaray, time de seu país. Sem vaga nas competições de monopostos, Tahinci atualmente estuda engenharia automotiva numa universidade da Inglaterra.

Os brasileiros
Em 2008, ao vencer a terceira prova consecutiva em Istambul, Felipe Massa declarou à imprensa quer estava na hora de pedir um passaporte turco. Não era para menos. Quando ainda corria na Sauber, em 2005, o brasileiro largou numa ótima oitava posição, mas abandonou com problemas no motor. Nos três anos seguintes, já de Ferrari, ele largou na pole e venceu a prova. O único brasileiro além dele a pontuar no circuito é Rubens Barrichello, que chegou em oitavo lugar na prova de 2006. Nelsinho Piquet, que só correu na Turquia em 2008, chegou em 15º lugar.

Monte Carlo: charme e decisão no Principado

Quinta-Feira, 21/05/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidade
Charme, tradição e dinheiro, muito dinheiro. Isto resume o Principado de Mônaco, pequeno paraíso fiscal colado ao litoral francês. A paradisíaca Monte Carlo reúne belas construções que abrigam hotéis, cassinos e muitos famosos, que quase sempre são vistos a bordo de seus carros conversíveis. Muitos deles se hospedam em seus próprios iates, ancorados no porto da cidade, que fica às margens da pista utilizada pela Fórmula 1, às vistas da família real monegasca.

O circuito
Passando por poucas alterações desde os Grand Prix da década de vinte, o traçado clássico de Monte Carlo foi o palco da segunda prova da história da Fórmula 1, em 1950. De lá para cá, as modificações se restringiram basicamente à colocação de barreiras de proteção junto à pista. Este é um circuito peculiar, completamente diferente dos padrões da categoria, onde o mínimo erro é fatal. Nelson Piquet, certa vez, resumiu a dificuldade: “é como andar de bicicleta na sala de casa”. Saiba mais sobre este circuito clicando aqui [link para área de circuitos do site].

Curiosidade
Devido à baixa velocidade média, a quilometragem total da prova de Mônaco é 20% menor que a dos outros GPs. Enquanto nas demais corridas o padrão estabelece 300 km + uma volta, em Monte Carlo são percorridos pouco mais de 250 km durante as 78 voltas. No passado, a prova tinha 100 voltas, o que fazia com que as corridas durassem cerca de três horas.

Como foi em 2008
Um pneu furado fez Lewis Hamilton alterar sua estratégia por necessidade, o que se revelou um grande golpe de sorte. Enquanto a Ferrari do pole position Felipe Massa não se entendia com a chuva nas trocas de pneus do carro do brasileiro, a McLaren chegou à vitória com o inglês. Robert Kubica, sem cometer erros com a BMW Sauber, foi o segundo, logo à frente de Massa. Rubens Barrichello fez uma grande prova com o fraco carro da Honda, terminando em sexto lugar. Já Nelsinho Piquet, da Renault, abandonou depois de passar reto na curva Saint Devot.

Preste atenção
• A Red Bull estreia em Mônaco um novo pacote aerodinâmico, com câmbio e difusor totalmente redesenhados.

Grandes oportunidades
• Lewis Hamilton anda muito bem em Mônaco. Venceu nesta pista em 2005, na F-3, em 2006, na GP2, e em 2008, na F-1.


QUEM É QUEM

Os reis de Monte Carlo
As 55 edições do GP de Mônaco foram vencidas por 29 pilotos diferentes, mas alguns deles se consagraram no Principado. Como o britânico Graham Hill, que venceu cinco vezes em Monte Carlo entre 1963 e 1969. Isso rendeu ao bicampeão o apelido de “Mister Mônaco”. Sua marca só seria batida por Ayrton Senna, que faturou a prova seis vezes entre 1987 e 1993, para virar o “Rei de Mônaco”. Mais tarde, o alemão Michael Schumacher bem que tentou ultrapassar o brasileiro, mas só conseguiu igualar a marca de Hill, vencendo cinco vezes entre 1994 e 2001. Nas poles, Senna também é soberano: ele largou cinco vezes em primeiro lugar. Entre os pilotos em atividade, Fernando Alonso tem o melhor retrospecto, com uma pole e duas vitórias.

Pilotos da casa
Nenhum piloto do atual grid nasceu em Mônaco, mas boa parte deles correrá em casa neste fim de semana. Por causa do clima agradável e, evidentemente, pela isenção de impostos, muitos mantêm residência fixa no Principado. É o caso, por exemplo, dos brasileiros Felipe Massa e Rubens Barrichello e dos italianos Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella. Mas, por questões geográficas, os franceses também ficam muito à vontade em Monte Carlo. Resta saber se isso se traduzirá em vantagem para o piloto Sebastièn Bourdais, da Toro Rosso.

Os brasileiros
Além de Ayrton Senna, que fez cinco poles e venceu seis vezes em Mônaco, outros brasileiros já fizeram bonito em Monte Carlo. Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Felipe Massa já largaram na pole (1972, 1981 e 2008, respectivamente). Rubinho foi ao pódio quatro vezes, três delas em segundo lugar. Fittipaldi e Piquet têm três pódios cada, contra dois de Massa. Além deles, há também os que marcaram pontos no Principado. Caso de José Carlos Pace, Roberto Moreno, Cristiano da Matta, Christian Fittipaldi e Pedro Paulo Diniz. Nelsinho Piquet, na sua única participação, abandonou.

Barcelona: enfim, a fase europeia

Quinta-Feira, 07/05/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A cidadeReunindo arte, educação e lazer em fartas doses, Barcelona tem posição de destaque não só dentro da Espanha, sendo reconhecidamente uma das principais cidades europeias. Tais vocações se manifestam especialmente na relação da população com os grandes eventos esportivos e culturais. A chegada da Fórmula 1, em 1991, coincidiu com a preparação para os Jogos Olímpicos de 1992, período no qual a economia local já crescia consideravelmente devido ao turismo.

O circuito
Recebendo o GP da Espanha desde 1991, Barcelona reúne num só lugar as principais características de uma pista completa. E justamente por isso é tão utilizada pelas equipes para os testes pré-temporada. Afinal, o carro que anda bem no circuito espanhol tem grandes chances de repetir o bom desempenho nas demais pistas do calendário. Saiba mais sobre este circuito clicando aqui [link para área de circuitos do site].

Curiosidade
Apesar de não ser um circuito sem pontos de ultrapassagem, largar na pole position é um grande passo para vencer a corrida em Barcelona. Desde 1997, somente uma vez o vencedor não partiu da primeira posição. O feito coube ao finlandês Mika Häkkinen, em 2000. Isso significa que há oito anos o GP da Espanha é vencido pelo piloto que larga na frente.

Como foi em 2008
Fernando Alonso deu esperanças à torcida local ao colocar a Renault na primeira fila, ao lado do pole Kimi Räikkönen. O finlandês fez uma prova à parte, não dando chances aos adversários. Liderou praticamente de ponta a ponta, fez a melhor volta e venceu. Felipe Massa completou a dobradinha da Ferrari e Lewis Hamilton chegou em terceiro, depois de herdar a posição com o abandono de Alonso na 17ª volta. Nelsinho Piquet e Rubens Barrichello abandonaram o GP da Espanha de 2008, ambos envolvidos em acidentes. Esta corrida marcou também a despedida da equipe Super Aguri. Em dificuldades financeiras, ela fecharia as portas, sequer disputando a prova seguinte, na Turquia.

Preste atenção
• A BMW, que foi uma das primeiras equipes a desenvolver o KERS, ainda em 2008, vai abandonar o dispositivo em Barcelona.

Grandes oportunidades
• Ferrari e McLaren ainda não se classificaram na primeira fila em 2009. Será que a reabilitação vem no GP da Espanha?


QUEM É QUEM

Os reis de Sakhir
O GP espanhol já passou por outras quatro pistas, mas nenhuma recebeu tantas provas quanto Barcelona. Um terço das 18 edições realizadas na pista catalã foram vencidas por Michael Schumacher. Mika Häkkinen faturou a prova três vezes. Dos pilotos em atividade, o destaque fica por conta de Kimi Räikkönen, que venceu duas. Fernando Alonso e Felipe Massa têm uma vitória cada. Massa, Alonso e Räikkönen repetem suas marcas nas poles, mas nesse quesito Schumacher vai além: o alemão largou sete vezes em primeiro lugar na pista de Barcelona.

Pilotos da casa
A grande estrela corre em casa na pista de Barcelona. Fernando Alonso, da Renault, é considerado o piloto mais completo da Fórmula 1 atual, não só por ter o maior número de títulos, mas pela tocada agressiva e ao mesmo tempo precisa. Em Barcelona, ele já marcou 37 pontos e foi ao pódio quatro vezes, incluindo uma vitória em 2006. No entanto, o bicampeão vai precisar lutar muito para repetir em 2009 os bons desempenhos dos anos anteriores.

Os brasileiros
Cinco pilotos brasileiros já pontuaram em Barcelona. Ayrton Senna, que foi ao pódio em 1992, com um segundo lugar, fez oito no total. Pedro Paulo Diniz, com um sexto lugar em 1996, conseguiu nesta pista o primeiro dos dez pontos que marcou ao longo da carreira. O mesmo fez Cristiano da Matta: também com um sexto lugar, em 2003, ele marcou pontos pela primeira vez na carreira. Com 16 participações nesta prova desde 1993, Rubens Barrichello somou 22 pontos e foi ao pódio três vezes – em 2000, 2003 e 2004 (nesta última, quando terminou em segundo lugar). Mais recentemente, Felipe Massa deixou sua marca em Barcelona. Em seis participações, conquistou uma vitória (2007), uma pole, dois pódios e 25 pontos. Nelsinho Piquet, na única vez que competiu neste circuito com um Fórmula 1, abandonou a prova.

A Bridgestone dá início à sequência de nove corridas de Fórmula 1 na Europa com pneus duros e macios no Grand Prix Espanhol. O Grand Prêmio da Espanha acontece no Circuit de Catalunya, perto de Barcelona, entre os dias 8 e 10 de maio.

O GP epanhol é a quinta etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA e acontece num circuito bastante conhecido pelas equipes, já que Barcelona é muito usada como local para testes.

A pista de 4.66 km conta com uma longa reta e uma variedade de curvas, que fazem do set-up um risco. O circuito exige bastante dos pneus e, por isso, é necessário combinar pneus duros e macios. A cada volta, o pneu dianteiro esquerdo, em especial, é submetido a muito esforço.

Como em qualquer circuito, a tarefa de encontrar baixo atrito para as retas e efeito-solo para as curvas é um desafio. A sinuosidade de Barcelona pede atenção e as altas velocidades impactam em muito os pneus.

Hirohide Hamashima, Diretor de Desenvolvimento da Bridgestone para Pneus de Automobilismo falou sobre os grandes desafios do Grande Prêmio Espanhol. “Barcelona é uma pista média em termos de abrasividade e rugosidade, mas, por motivos de durabilidade e a pedido dos pilotos, optamos pela combinação de pneus duros. O dianteiro esquerdo é muito exigido e tanto as equipes como os pilotos, que conhecem muito bem a pista, terão dificuldade em ganhar vantagem.”

Muitas equipes testaram seus modelos mais recentes em Barcelona antes do início da temporada. Para Hamashima, isso fará diferença. “A experiência das equipes neste circuito com carros novos ajudará no set-up. De todo modo, o clima da região e temperatura da pista deverão estar mais quentes do que antes e isso poderá afetá-los. No geral, vemos voltas muito próximas e corridas também. O circuito é bem equilibrado e, por isso, dá uma boa idéia do desempenho do carro. Um carro que se dá bem em Barcelona tem potencial para muitos outros lugares.”

Estatísticas e Fatos
Número e tipos de pneus levados Para Barcelona: 1800 (Duros e macios secos. Intermediários/molhados)

Tempo da pole position em 2008: 1min 21.813secs (Raikkonen)
Volta mais rápida em 2008: 1min 21.670secs (Raikkonen)

Pódio de 2008: Raikkonen, Massa, Hamilton

Sem Chuva em Bahrein?

Sexta-Feira, 24/04/2009 por BRIDGESTONE | categoria Curiosidades e destaques, Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A Bridgestone participará do seu quarto Grande Prêmio em cinco semanas usando o composto médio e supermacio de pneus slick Potenza no GP do Bahrein desde fim de semana.

A alocação para o Bahrein é a mesma usada na Austrália e China. Esta é a primeira vez que o composto supermacio da Brigestone está sendo usado no circuito de 5,41 km de 15 curvas.

Bahrein é um dos circuitos mais difíceis, em relação aos freios, visitados durante toda a temporada, o clima é, normalmente, quente e seco. A localização do circuito no deserto significa que a superfície da pista frequentemente está coberta de areia no início do fim de semana, com a aderência da pista melhorando enquanto a superfície é limpa pelos carros.

A tração é crucial para fazer um bom tempo de volta no Bahrein, graças ao seu layout de muitas curvas apertadas levando a longas retas. A gestão de pneus de equipes e pilotos será importantíssima, já que muita tração cria calor adicional aos pneus que já devem estar em condições muito quentes.

Os Pneus Bridgestone's também serão vistos em ação durante este fim de semana para a sexta e última rodada da “GP2 Asia Series”.

Baixe o release aqui

Sakhir: o circo invade o deserto

Quinta-Feira, 23/04/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A categoria Olho na Pista traz curiosidades para você acompanhar os Grandes Prêmios com mais emoção. Esta semana, veja informações sobre o circuito de Sakhir.

A cidade
Assim como a capital Manama, a região de Sakhir reflete bem a postura dos árabes na curiosa relação entre tradição e modernidade. Com a economia impulsionada pelo petróleo, os governantes da pequena ilha do Golfo Pérsico pensaram alto na virada do milênio. Criaram uma grande universidade e construíram centros esportivos, visando ampliar o horizonte das futuras gerações. A corrida, no fundo, é um grande investimento.

O circuito
Correr literalmente no meio do deserto é algo que a Fórmula 1 faz desde 2004. A primeira prova da categoria no Oriente Médio mostrou ao mundo instalações modernas e costumes exóticos para os olhos ocidentais, mas o circuito agradou à maioria. A pista possui curvas de ângulos variados e desafiadores, onde a aderência é, às vezes, comprometida pela areia que invade o asfalto. Saiba mais sobre este circuito clicando aqui.

Curiosidade
A chuva deus as caras nas primeiras corridas deste ano, tornando-se um elemento decisivo nos GPs da Malásia e da China. E quem acha que os pilotos podem respirar aliviados em Sakhir, achando que no deserto não tem este problema, pode tirar o cavalinho da chuva. Em 2004, quando todos esperavam um forte calor, caiu uma garoa durante a prova, pegando todos de surpresa. Mas tempestade, mesmo, aconteceu em 2009, durante a pré-temporada. Fortes ventos fizeram a areia invadir a pista a ponto de cancelar as atividades das equipes.

Como foi em 2008
A primeira pole de Robert Kubica serviu para mostrar a força da BMW, que àquela altura do campeonato ameaçava o domínio de Ferrari e McLaren com desempenhos consistentes. No entanto, antes mesmo da primeira curva, Felipe Massa tomou a liderança, dando início a uma vitória praticamente de ponta a ponta. A dobradinha da Ferrari foi garantida por Kimi Räikkönen, que também superou Kubica. A corrida foi marcada ainda pelas trapalhadas de Lewis Hamilton, que atropelou o carro de Fernando Alonso e perdeu o bico na primeira volta. Rubens Barrichello chegou em 11º, enquanto Nelsinho Piquet abandonou com problemas de câmbio.

Preste atenção
• Continua o calvário da Ferrari: a equipe não ficava sem pontos nas três primeiras corridas desde 1981.

Grandes oportunidades
Nico Rosberg estreou na F-1 em 2006, justamente no Bahrein, quando marcou a melhor volta. Um ano antes, na mesma pista, ele garantiu o título da GP2 com duas vitórias.

QUEM É QUEM

Os reis de Sakhir
Michael Schumacher venceu a primeira corrida disputada em Sakhir, mas são os pilotos Felipe Massa e Fernando Alonso que dividem a condição de maiores vencedores da prova barenita. O espanhol, que é o maior pontuador no país (em cinco edições fez 27 pontos), faturou as edições de 2005 e 2006, os anos de seu bicampeonato. Já o brasileiro conquistou as etapas de 2007 e 2008, e busca uma inédita trinca nesta pista. Estes três pilotos também dominaram as poles até 2008, quando Robert Kubica marcou a primeira de sua carreira. Apenas Schumacher largou na frente mais de uma vez, em 2004 e 2006.

Pilotos da casa
Nunca um barenita competiu na Fórmula 1. Mas haverá um representante do país na pista de Sakhir neste fim de semana. Trata-se de Hamad Al Fardan, que correrá a rodada decisiva da GP2 Asia Series. Ele tem passagens na F-BMW Asiática e na Fórmula 3 Inglesa, mas nunca fez grande coisa. O piloto está com dois pontos no campeonato, conquistados com um quinto lugar na etapa da Malásia.

Os brasileiros
Rubens Barrichello e Felipe Massa disputaram todos os GPs do Bahrein realizados até hoje. Rubinho só pontuou na primeira participação, ainda na época da Ferrari, quando largou em segundo e chegou na mesma posição. Felipe, no entanto, pontuou com a Sauber em 2005, quando chegou em sétimo lugar. A bordo da Ferrari, melhorou seu desempenho: largou em segundo em 2006 e 2008, fez a pole e a melhor volta em 2007, e venceu nos dois últimos anos. Cristiano da Matta e Nelsinho Piquet têm uma participação cada. O mineiro chegou em décimo em 2004, com a Toyota, enquanto o filho do tricampeão abandonou em 2008, com o câmbio quebrado.

Xangai: o Expresso do Oriente continua

Quinta-Feira, 16/04/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A categoria Olho na Pista traz informações e curiosidades para você acompanhar os Grandes Prêmios com muito mais emoção. Esta semana, acompanhe informações sobre o GP da China.

A cidade
Uma das regiões mais antigas e populosas do mundo, Xangai é famosa por suas atividades industriais e comerciais. Encravado no litoral do Oceano Pacífico, o porto da cidade exporta produtos locais para todo o mundo, norteando a economia do País. A prática esportiva é incentivada pelo governo socialista, mas um dos grandes problemas enfrentados pela população neste aspecto é a poluição gerada pelas inúmeras fábricas da região.

O circuito
A Fórmula 1 chegou a Xangai em 2004, após um grande investimento financeiro no autódromo local. Instalações de primeira linha, com alta tecnologia e muito conforto cercam uma pista cheia de alternativas, com curvas variadas e retas longas. Um verdadeiro desafio para pilotos e equipes no acerto do carro, principalmente com o novo regulamento. Saiba mais sobre este circuito clicando aqui.

Curiosidade
As cinco edições do GP chinês realizadas até 2008 aconteceram sempre nos meses de setembro e outubro. Remanejada para abril a partir deste ano, a corrida agora faz parte do Expresso do oriente, período inicial da temporada no qual a Fórmula 1 compete fora da Europa. Ao lado de Austrália, Malásia e Bahrein, a prova também pode reservar surpresas, especialmente entre os primeiros colocados.

Como foi em 2008
Não teve para ninguém. Lewis Hamilton largou na pole position e dominou o GP da China de 2008 praticamente de ponta a ponta, sem ser ameaçado em momento algum. Numa corrida de poucas emoções, a supremacia do inglês lhe valeu uma vantagem ainda maior sobre Felipe Massa na luta pelo título, a uma prova do final do campeonato. O piloto da McLaren abriu sete pontos em cima do brasileiro, isso porque a Ferrari ordenou uma troca de posição com o finlandês Kimi Räikkönen. Os outros brasileiros andaram bem, dentro do limite de seus carros. Nelsinho Piquet, consistente, foi o oitavo e beliscou um ponto. Rubens Barrichello ganhou algumas posições, mas não passou do 11º lugar.

Preste atenção
• Sem pontos no Mundial após duas corridas, a Ferrari não contará com o conselheiro Michael Schumacher na China e no Bahrein.
• O ex-piloto é apontado como responsável pela escolha errada de pneus que arruinou a corrida de Kimi Räikkönen na Malásia.
Nelsinho Piquet desmentiu declarações publicadas na semana passada em uma revista inglesa, nas quais criticava a equipe Renault.

Grandes oportunidades
• Com os difusores aprovados, as demais equipes estudam alternativas para descontar a vantagem da Brawn.
Adrian Newey, projetista da Red Bull, não vai à China. Ele optou por ficar na Inglaterra trabalhando em um difusor para o modelo RB5.
• Dirigentes da Red Bull e da BMW Sauber afirmam que a aplicação do dispositivo diminuirá o número de ultrapassagens.


QUEM É QUEM

Os reis de Sepang
Em cinco corridas, foram cinco vencedores diferentes. Rubens Barrichello, Fernando Alonso, Michael Schumacher, Kimi Räikkönen e Lewis Hamilton, nesta ordem, já tiveram a honra de subir ao topo do pódio. De todos, apenas Schumacher e Räikkönen não largaram na pole nas corridas que venceram. Em 2006, Alonso partiu em primeiro, mas perdeu a chance de uma nova vitória ao escolher pneus errados no meio da prova, permitindo que Schumacher vencesse pela última vez na F-1. Já em 2007, o pole Lewis Hamilton protagonizou um verdadeiro pastelão ao tentar se manter na pista com pneus desgastados e acabou abandonando a corrida ao escapar na entrada do box, atolando sua McLaren na caixa de brita.

Pilotos da casa
Considerada uma potência em esportes olímpicos, a China não tem tradição no automobilismo. Em sessenta anos de história, nunca houve um piloto chinês alinhando para uma corrida de Fórmula 1. O contato mais próximo que um piloto local já teve com a categoria foi o teste que Ho Pin Tung ganhou em 2003. Por ter vencido a F-BMW Asiática, ele guiou uma Williams, à época ligada à montadora. No ano seguinte, pela mesma razão, seu compatriota Marchy Lee esteve perto de testar uma Minardi, mas o negócio não vingou.

Os brasileiros
Nossos representantes são responsáveis por um bom retrospecto do Brasil no GP da China. Na prova inaugural, em 2004, Rubens Barrichello (ainda na Ferrari) largou na pole e venceu, liderando boa parte da corrida. Felipe Massa tem dois pódios, um terceiro em 2007 e um segundo em 2008, e só não marcou pontos em uma ocasião. Assim como eles, Nelsinho Piquet também pontuou logo na primeira vez que correu na China. Ele foi o oitavo colocado na única prova que disputou em Xangai.

Sepang: a Fórmula 1 sujeita a chuvas e trovoadas

Sexta-Feira, 03/04/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A categoria Olho na Pista está cheia de informações e curiosidades para você acompanhar o GP da Malásia com muito mais emoção.

A cidade
A região de Sepang está localizada no subúrbio de Kuala Lumpur, capital da Malásia. Além das maiores torres gêmeas do mundo, a cidade é conhecida também por sua mistura étnica e religiosa. A maioria de budistas e muçulmanos convive também com uma parcela significativa de cristãos e hindus. No esporte, Kuala Lumpur também marca presença. O golfe é um esporte muito popular no país, mas seus governantes se orgulham mesmo é do Estádio Nacional Bukit Jalil, o quarto maior do mundo, com capacidade para 100 mil pessoas, que foi uma das sedes da Copa da Ásia de futebol, em 2007.

O circuito
A pista de Sepang foi desenhada especialmente para a Fórmula 1. Bastante larga e com asfalto de boa qualidade, ela proporciona diversas opções de traçado. Isso resulta em algumas das ultrapassagens mais bonitas da temporada. As áreas de escape são generosas, mas é bom não abusar.

Curiosidade
As duas primeiras corridas realizadas em Sepang aconteceram no mês de outubro. Remanejado para março a partir de 2001, o evento foi presenteado logo de cara com uma típica tempestade tropical. O nível da água na pista de Sepang ficou tão alto que as duas Ferrari, que lideravam a corrida, passaram retas na mesma curva, uma atrás da outra. Naquele dia, surgiu o primeiro grande atrito entre Rubens Barrichello e Michael Schumacher como companheiros de equipe. Enquanto recuperavam posições sob o aguaceiro, o alemão forçou passagem e, segundo o brasileiro, quase tirou os dois da corrida.

Como foi em 2008
Felipe Massa largou na pole no GP da Malásia de 2008. Liderou no início, mas perdeu a posição para o companheiro Kimi Räikkönen depois da primeira rodada de pit stops. Tentando descontar a vantagem, o brasileiro rodou e ficou atolado na caixa de brita, abandonando a prova. Quem herdou o segundo lugar foi o polonês Robert Kubica, da BMW. O terceiro lugar ficou com Heikki Kovalainen, da McLaren, já que seu companheiro, Lewis Hamilton, teve uma série de problemas no fim de semana, terminando na quinta posição. Os outros brasileiros foram discretos: Nelsinho Piquet, da Renault, fechou a corrida em 11º, duas posições à frente da Honda de Rubens Barrichello.

Preste atenção
• A FIA desclassificou a McLaren do GP da Austrália por entender que o time “forneceu informações enganosas” sobre a situação de Jarno Trulli.
• O italiano da Toyota havia sido punido por ultrapassar Lewis Hamilton em bandeira amarela, mas foi o inglês que devolveu a posição após uma escapada do rival.
• Para agradar a audiência europeia, o GP da Malásia será disputado no fim da tarde. Diversos pilotos já preveem problemas sérios de visibilidade.

Grandes oportunidades
• Depois da dobradinha na Austrália, Ross Brawn garante que sua equipe também andará bem na Malásia: “nosso carro nasceu bom”.
• A polêmica do difusor continua. As equipes rivais reclamam da vantagem da Brawn, mas já desenvolvem a peça para seus carros.
• Em dez edições do GP da Malásia, somente as equipes Ferrari e Renault largaram na pole. Um tabu que as rivais estão dispostas a quebrar.


Os reis de Sepang
Aberto em 1999, o autódromo de Sepang recebeu exatamente 10 corridas de Fórmula 1. Três delas foram vencidas por Michael Schumacher, que só não venceu também a corrida inaugural porque cedeu a posição ao então companheiro Eddie Irvine, que lutava pelo título. A família Schumacher ainda tem mais um troféu, conquistado pelo caçula Ralf. As demais vitórias foram divididas entre pilotos que estão em atividade: Kimi Räikkönen e Fernando Alonso venceram duas vezes, contra uma de Giancarlo Fisichella. Já no ranking de poles, Schumacher lidera com folga, tendo largado na frente cinco vezes. Fisichella tem uma, enquanto Alonso está empatado com o brasileiro Felipe Massa, com duas poles contabilizadas para cada.

Pilotos da casa
O único malaio a competir na Fórmula 1 foi Alex Yoong, que cumpriu duas temporadas pela Minardi no início da década. Cumpriu em termos, na verdade. Ele comprou a vaga que era do brasileiro Tarso Marques para as últimas provas de 2001, e sofreu para classificar o carro para diversas corridas em 2002. Hoje em dia, a Malásia marca presença no grid através do gordo patrocínio de uma petrolífera local à BMW, herdado pelos alemães após a compra da equipe Sauber, no fim de 2005.

Os brasileiros
Mesmo contabilizando poles e pódios, os brasileiros nunca venceram em Sepang. Rubens Barrichello, que disputou as dez edições da corrida, largou em segundo em 2001 e foi ao pódio três vezes: 2000, 2001 e 2003. Já Felipe Massa nunca foi além do quinto lugar nesta pista. Apesar de ter pontuado logo na primeira participação, em 2002, e de ter largado em primeiro nos dois últimos anos. Em 2008, quem disputou o GP da Malásia pela primeira vez foi Nelsinho Piquet. Ele largou em 13º e terminou a prova duas posições à frente.

Veja mais Olho na Pista.

Melbourne: a hora da nova Fórmula 1

Sexta-Feira, 27/03/2009 por Alexander Grumwald | categoria Curiosidades e destaques, Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)

A categoria Olho na Pista do Blog B1 traz, a partir de agora, as principais curiosidades e destaques para você acompanhar cada corrida com muito mais emoção.

Para começar, vamos saber um pouco mais sobre a cidade de Melbourne e seu histórico de competições.

A cidade
Capital do estado de Victoria, na costa sul da Austrália, Melbourne é uma cidade voltada basicamente para o setor industrial, mas tem uma antiga relação com o universo esportivo. Além de ter sediado os Jogos Olímpicos de 1956, recebe desde 1972 o Aberto de Tênis do país e é considerada ainda o berço do futebol australiano. Depois de 11 anos disputado nas ruas de Adelaide, o GP da Austrália transferiu-se para Melbourne, onde está desde 1996.

O circuito
Técnico e traiçoeiro, o traçado montado no Albert Park não oferece muita aderência. A sujeira que invade a pista, cheia de curvas fechadas e alguns trechos sinuosos, ajuda a complicar a situação. A falta de quilometragem dos novos carros e os muros ao redor do circuito também transformam o primeiro GP do ano em uma prova de sobrevivência. Saiba mais sobre esta pista clicando aqui [link para área de circuitos do site].

Curiosidade
Como Melbourne tradicionalmente abre a temporada (a exceção foi 2006, quando a honra coube ao GP do Bahrein), quase todos os pilotos da atualidade fizeram suas estreias nesta pista. A lista, que corresponde a 70% do grid, inclui feras como Fernando Alonso, Lewis Hamilton, Felipe Massa e Kimi Räikkönen, e já conta com o estreante da vez: o suíço Sebastién Buemi, da Toro Rosso, que fará no Albert Park a primeira corrida de sua carreira.

Como foi em 2008
Abrindo a temporada, o GP da Austrália de 2008 teve muitos acidentes, que resultaram em três entradas do safety car. Lewis Hamilton, que largou na pole, dominou a corrida, ajudado também por um péssimo desempenho da Ferrari. Felipe Massa e Kimi Räikkönen cometeram alguns erros, e o brasileiro ainda sofreu uma quebra no fim da prova. Nelsinho Piquet, que estreava na categoria, também ficou pelo caminho, com problemas no câmbio da Renault. Apesar do ótimo desempenho em Melbourne, Rubens Barrichello não conseguiu levar a Honda aos pontos. O piloto foi chamado aos boxes fora de hora e ainda avançou o sinal vermelho, sendo desclassificado após fechar a corrida em sexto lugar.

Preste atenção
• O polonês Robert Kubica prevê um grande número de toques entre os carros, devido às novas dimensões da asa dianteira, cujas extremidades não são vistas de dentro do cockpit.
Felipe Massa quer apagar seu histórico no Albert Park. Ele nunca foi ao pódio no GP da Austrália.
• A McLaren ainda procura soluções para a asa traseira, que apresentou muitos problemas nos testes pré-temporada.
• A Brawn GP, sucessora da Honda, estreia repleta de expectativa. Após os ótimos resultados nos testes, Rubens Barrichello falou até em título mundial.
• Nos últimos três anos, quem venceu em Melbourne terminou o ano como campeão da temporada. Será que a história se repetirá em 2009?


Os reis de Melbourne
Das 13 corridas disputadas no Albert Park, Michael Schumacher venceu quatro, e David Coulthard, duas. Nas outras sete edições, no entanto, foram sete vencedores diferentes. Os quatro mais recentes estão na ativa: Giancarlo Fisichella (2005), Fernando Alonso (2006), Kimi Räikkönen (2007) e Lewis Hamilton (2008). Nas poles, a briga é mais parelha. Schumacher conquistou três, assim como Mika Häkkinen, enquanto Jacques Villeneuve largou na frente duas vezes. Todos os demais pilotos que contabilizam uma pole em Melbourne estão no atual grid: Rubens Barrichello, Giancarlo Fisichella, Jenson Button, Kimi Räikkönen e Lewis Hamilton.

Pilotos da casa
Mark Webber, da Red Bull, é o único australiano que compete atualmente na Fórmula 1. Embora não tenha um grande histórico nesta pista, Webber conseguiu pontuar logo na primeira participação no GP caseiro, em 2002. Um verdadeiro feito, considerando-se que o piloto fazia sua estréia na categoria, ainda por cima pilotando uma fraquíssima Minardi.

Os brasileiros
Felipe Massa declarou, semanas antes da prova, que não leva muita sorte em Melbourne. De fato, em seis participações, ele abandonou em quatro. O melhor resultado foi um sexto lugar em 2007, depois de largar em último lugar por conta de um problema no treino classificatório. Já Rubens Barrichello, apesar de não ter vencido nesta pista, coleciona alguns bons desempenhos. Ele foi o segundo colocado por três vezes, todas de Ferrari, e fez uma pole em 2002. Poderia ter vencido, não fosse atingido por trás antes da primeira curva pelo alemão Ralf Schumacher. O terceiro brasileiro, Nelsinho Piquet, participou apenas uma vez, mas não chegou ao final da corrida.

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