
O comemorado GP de número 300 terminou cedo para Rubens Barrichello. O brasileiro bateu em Fernando Alonso no fim da primeira volta e, com o carro danificado, precisou abandonar. Mas Rubinho não foi o único a sofrer com a instabilidade do clima no GP da Bélgica. A pista de Spa-Francorchamps fez outras vítimas durante as 44 voltas, incluindo três postulantes ao título mundial.
Um dos pilotos mais combativos da prova, Sebastian Vettell colocou tudo a perder em uma tentativa de ultrapassagem sobre Jenson Button. O atual campeão mundial vinha segurando uma fila de carros quando o alemão botou de lado, mas perdeu aderência e bateu de bico na lateral do inglês, que foi forçado a abandonar com o radiador furado. Além de precisar consertar os estragos da batida nos boxes, Vettel tomou uma punição por causa do acidente e perdeu mais posições. Ao ter um pneu furado no fim, sua sorte foi selada, com um distante 15º lugar em Spa.

Já Fernando Alonso, que guiava agressivamente depois de largar em décimo lugar e fazer uma parada extra por causa da batida com Barrichello, deu adeus ao GP da Bélgica ao rodar e bater a sete voltas do fim. Com o carro avariado, só restou ao espanhol voltar a pé para o motorhome da Ferrari, enquanto o safety car era acionado para retirar sua Ferrari do meio da pista.
O incidente com o espanhol ocorreu num momento em que a chuva, entre diversas idas e vindas, deu as caras sobre o circuito. E, por pouco, os efeitos da pista molhada também não sobraram para o líder da corrida. Lewis Hamilton chegou a sair para a caixa de brita, mas conseguiu voltar e manter-se na frente. Mark Webber, que cruzou a linha de chegada logo atrás do inglês da McLaren, de certa forma saiu no lucro. Embora saísse na pole position, ele quase deixou o carro da Red Mull apagar no grid e fez a primeira curva em sexto lugar. Numa corrida em que tantos favoritos deixaram de pontuar, o segundo posto não foi um resultado dos piores.
O campeonato, agora, parece polarizado entre Hamilton e Webber, mas nem McLaren nem Red Bull sinalizam qualquer tipo de favorecimento aos pilotos. A diferença entre eles é de apenas três pontos (Lewis lidera com 182), mas restam ainda seis corridas – ou seja, 150 pontos em jogo. Um cenário que anima os pilotos da Ferrari, que correrão em casa na próxima etapa, dia 12 de setembro, em Monza. Do jeito que a Fórmula 1 está, não é exagero algum dizer que tudo pode acontecer.
Efeito dominó
Segunda-Feira, 30/08/2010 por Alexander Grünwald | categoria Fórmula 1
Eletricidade no ar
Segunda-Feira, 30/08/2010 por Alexander Grünwald | Foto: IRL | categoria Made in USA (Indy), Mulher ao Volante

Foi uma daquelas corridas típicas da Indy nos ovais norte-americanos: muitos carros juntos, ultrapassagens às dúzias, diversas trocas de líderes e suspense até a bandeirada. A prova de Chicago, que abriu a série final da temporada 2010 (composta por quatro pistas deste tipo), deixou completamente aberto um campeonato que já se desenhava nas mãos de Will Power. Com uma estratégia certeira, a equipe Ganassi conseguiu vencer a corrida e fazer Dario Franchitti descontar grande parte da vantagem do piloto da Penske, que precisou reabastecer a cinco voltas do fim e saiu da briga pela vitória.
Power, que foi a força dominante nos circuitos mistos, chegou a Chigaco com grande margem na tabela e disposto a manter o adversário sob controle, já que Franchitti e a Ganassi sempre andam bem em ovais. O intuito era evitar que o escocês descontasse muitos pontos, mesmo que o piloto da Penske não fosse ao pódio. Mas o que se viu foi o tiro sair pela culatra: o australiano sofreu com a falta de combustível no fim e terminou em 16º lugar, a uma volta do vencedor.
Para se ter uma ideia de como a corrida foi disputada no Chicagoland Speedway, basta ver que os 14 primeiros receberam a bandeirada separados por apenas um segundo e meio. Quatro brasileiros marcaram presença no top 10, com Tony Kanaan em 5º, Helio Castrroneves em 6º e Vitor Meira em 9º. Mario Moraes foi o 17º, enquanto Raphael Matos e Ana Beatriz Figueiredo não completaram a corrida.
Falando na Bia, esta foi uma prova histórica para a categoria. Nada menos que cinco mulheres alinharam em Chicago: Danica Patrick, Milka Duno, Simona de Silvestro, Sarah Fischer e a brasileira. Somente as duas primeiras chegaram ao fim, mas o importante é que este número, equivalente a 1/6 do grid, prova que elas chegaram para ficar. Se quiserem continuar dominando o pedaço, os marmanjos que se cuidem.
300 GPs e muita história para contar
Sexta-Feira, 27/08/2010 por Alexander Grünwald | categoria Curiosidades e destaques, Fórmula 1

Na festa que marcou a comemoração dos 300 Grandes Prêmios de Rubens Barrichello, o piloto era, visivelmente, o mais feliz de todos que foram ao motorhome da Williams. A equipe exibiu um vídeo com momentos marcantes da carreira do brasileiro, que chegou a chorar de emoção. Ele também ganhou um quadro feito pelo artista inglês Jim Bamber, mostrando de forma simbólica seus principais lances nestes 18 anos na categoria.
Além disso, o brasileiro vai correr em Spa com uma indumentária especial. O designer Sid Mosca, responsável pela criação da lendária pintura verde e amarela de Ayrton Senna, e que faz os capacetes de Barrichello desde as categorias de base, pintou um casco comemorativo, usando uma bandeira do Brasil estilizada. A ideia foi do primo do piloto, e ficou muito bem executada.

Para completar, os itaianos da Sparco - que vestem todos os integrantes do time de Frank Williams - fizeram uma surpresa ao piloto, confeccionando uma versão comemorativa do macacão, onde a bandeira brasileira aparece em destaque. Sem esquecer, é claro, da inscrição '300 Grands Prix'.
Homenagens mais do merecidas. Afinal, não é todo dia que um piloto atinge uma marca assim. Parabéns, Rubens!
Uma corrida, quatro bandeiras
Sexta-Feira, 27/08/2010 por Alexander Grünwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)
Os anos passam, mas uma coisa não muda em Spa-Francorchamps. Desde 1988, as estatísticas do GP da Bélgica tem sido escritas por pilotos de apenas quatro pontos do planeta. A lista dos vencedores de uma das corridas mais esperadas do calendário mostra que Brasil, Alemanha, Finlândia e Grã-Bretanha dominaram todas as provas dos últimos 22 anos.
A sequência destas quatro tradicionais bandeiras do automobilismo mundial no topo dos pódios belgas começou com uma série de quatro vitórias de Ayrton Senna. O brasileiro, que já havia conquistado a prova em 1985, venceu ininterruptamente de 1988 a 1991. A partir daí, foi a vez de Michael Schumacher colocar seu nome entre os principais vencedores desta pista. Em 1992, ao conquistar sua primeira vitória na Fórmula 1, o alemão iniciou também um período no qual faturou seis vezes esta corrida, que foi até 2002.
Só que, em plena era Schumacher, os britânicos colocaram as asinhas de fora e também subiram ao topo do pódio em Spa. Foram quatro vezes na década de noventa: Damon Hill em 1993, 1994 e 1998, e David Coulthard em 1999. Sendo que a vitória de Hill em 1994 foi daqueles que caem no colo: o inglês não liderou uma volta sequer e chegou em segundo, mas uma irregularidade no assoalho do carro acabou desclassificando o vencedor. Mesmo se isso não acontecesse, o domínio destas quatro bandeiras prevaleceria, já que o eliminado em questão era ninguém menos que Michael Schumacher.
Foi apenas na década seguinte que os finlandeses começaram a dar as cartas na Bélgica. Antes das últimas vitórias alemãs, o triunfo de Mika Hakkinen em 2000 abriu a porteira. A prova não foi disputada em 2003 e 2006, mas o vencedor de quatro das cinco provas que aconteceram entre 2004 e 2009 foi o mesmo finlandês: Kimi Raikkonen. A série só foi interrompida em 2008, numa prova que Kimi liderou desde as primeiras voltas. Mas o finlandês com mais vitórias em Spa foi ultrapassado de forma irregular no final por Lewis Hamilton e, nervoso, acabou batendo no muro. O britânico, que acabou campeão daquele ano, poderia ter ampliado o número de vitórias dos conterrâneos, mas foi punido e deixou o troféu para o brasileiro Felipe Massa. Ou seja, nada que alterasse a série iniciada em 1988.
Em 2010, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Jenson Button e Felipe Massa são os mais cotados para manter a hegemonia, uma vez que o único finlandês do grid, Heikki Kovalainen, está na estreante Lotus. Será que o espanhol Fernando Alonso e o australiano Mark Webber, vencedores das duas últimas provas deste Mundial, conseguirão quebrar esta série?
Andando em círculos, mas de olho na taça
Quinta-Feira, 26/08/2010 por Alexander Grünwald | categoria Made in USA (Indy)
De agora em diante, para que os pilotos mantenham seus carros no traçado correto, bastará que eles virem o volante para a esquerda. Afinal, a segunda fase dos circuitos mistos na temporada 2010 da Fórmula Indy chegou ao fim, selando a disputa direta entre Will Power, líder do campeonato, e Dario Franchitti pelo título deste ano. Que terá como palco nesta reta final quatro pistas ovais de diferentes características: Chicago, Kentucky, Motegi e Miami.
Apesar da grande vantagem obtida pelo australiano na tabela (59 pontos, mais que a pontuação de uma vitória), ainda é cedo para o Team Penske comemorar. Simplesmente porque o concorrente da Ganassi anda muito bem em pistas ovais e tem tudo para diminuir a diferença.
Neste domingo acontecerá o primeiro round desta batalha, no Chicagoland Speedway, e é bom ficar de olho nos companheiros de equipe dos concorrentes ao título. Scott Dixon, da Ganassi, e a dupla Ryan Briscoe e Helio Castroneves, da Penske, são nomes que podem surpreender. Nesta altura, a intenção dos times é colocar seus carros na frente para tentar, com uma dobradinha, tirar pontos preciosos dos adversários. Se vão conseguir, já é outra história.
Centenário veloz
Segunda-Feira, 23/08/2010 por Alexander Grünwald | Foto: Orlei Silva | categoria Na Boleia (F-Truck)

Roberval Andrade não é atacante, não tem intimidade com a bola, mas, no ano do centenário corinthiano, é ele um dos principais responsáveis pelas alegrias dos torcedores do Timão. Em seis etapas disputadas pela Fórmula Truck neste ano, o piloto do caminhão número 100 já venceu três vezes e está perto de faturar o título da temporada. Neste domingo, em Londrina, ele cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, depois de um final de prova emocionante.
O piloto da Scania chegou à liderança na segunda metade da corrida, ao ultrapassar Leandro Totti, que logo depois teve problemas e abandonou. Nas últimas voltas, no entanto, seu caminhão começou a soltar fumaça do motor e Danilo Dirani, que havia largado na pole position, passou a diminuir a diferença perigosamente. Foram momentos de tensão nos boxes das duas equipes, mas Roberval conseguiu se sustentar na pista e garantiu a vitória.
Apesar de ter vencido metade das provas disputadas nesta temporada, o piloto do Corinthians é apenas o terceiro no campeonato, com 101 pontos. Felipe Giaffone, da Volkswagen, lidera com 116, graças à constância e também às grandes recuperações, como a que fez em Londrina, quando largou em 21º lugar e conseguiu fazer diversas ultrapassagens na estreita pista paranaense para chegar em terceiro. Walmir Benavides, também da Volkswagen, terminou em quarto lugar e é o vice-líder da temporada 2010, com 113 pontos.
A próxima etapa do campeonato brasileiro e sul-americano de Fórmula Truck acontece em Buenos Aires, na Argentina, no dia 19 de setembro – mês de aniversário do Sport Club Corinthians. Será que vem aí mais uma vitória dos clube paulista nas pistas?

























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