Frio na barriga

Quinta-Feira, 11/03/2010 por Tiago Mendonça | categoria Colaboradores B1, Curiosidades e destaques, Indy SP 300

Ali no palco estavam seis dos sete representantes brasileiros confirmados para a primeira corrida de rua da história da Fórmula Indy no Brasil. Meninos, e menina, que estarão no grid diante da própria torcida no domingo, um tipo de pressão que só dois deles já experimentaram: Tony Kanaan e Helio Castronves.

Não por acaso, pareciam os mais descontraídos nesta quinta-feira, na entrevista coletiva concedida em área reservada do Anhembi. “Se para nós a pressão já existe, fico imaginando como é para eles”, afirma Tony Kanaan, referindo-se aos compatriotas que vão correr pela primeira vez no País.

É o caso de Vitor Meira, Raphael Matos, Mario Moraes. É o caso também de Bia Figueiredo e Mario Romancini, estes dois com dose dupla de ansiedade pelo fato da corrida marcar ainda a estreia deles na Fórmula Indy. As cobranças são inevitáveis e começaram faz tempo, embora só agora alguns comecem a senti-la. “Acordei com frio na barriga”, diz Mario Romancini.

Normal que isso aconteça: até hoje, eles estavam tão envolvidos em compromissos com patrocinadores, organizadores e imprensa que não dava nem tempo de pensar que tudo isso era porque domingo eles têm, mesmo, uma corrida para fazer na pista de rua do Anhembi. E entre experientes e novatos, deve se dar melhor aquele que souber lidar com tudo isso.

Aquele que consiga se desligar de tudo o que não seja acelerar quando ouvir o motor ligar pela primeira vez.

F-1™ 2010 com quatro campeões mundiais

Quinta-Feira, 11/03/2010 por BRIDGESTONE | categoria Fórmula 1

Para quem curte a história do automobilismo, mais um fato para registrar na memória: a F-1™ terá quatro campeões mundiais para essa temporada.

São eles: Michael Schumacher (heptacampeão), Fernando Alonso (bicampeão), Lewis Hamilton e Jason Button, ambos campeões uma vez.

Fazia tempo que não víamos tantos pilotos de peso presentes numa competição de F-1™, mais precisamente desde 1999 quando Hakkinen, Hill e Villeneuve disputaram o título com o então bicampeão Michael Schumacher!

Vamos acompanhar: a F-1™ será emocionante!

Brasil de primeira

Quinta-Feira, 11/03/2010 por Alexander Grünwald | categoria Colaboradores B1, Curiosidades e destaques, Indy SP 300

A Indy se apresentará neste domingo pela primeira vez no circuito do Anhembi, em São Paulo. Correndo em casa, os brasileiros carregarão nesta prova um misto de responsabilidade e incentivo por parte do público. Ao passo que a cobrança por representar o país diante da torcida é grande, a energia proveniente das arquibancadas costuma compensar o esforço numa situação dessas.

Em 1996 compensou, e muito. Quando a categoria pisou pela primeira vez em solo brasileiro, o oval construído sobre o autódromo Nelson Piquet, no Rio de Janeiro, era tão desconhecido dos pilotos quanto é hoje o traçado urbano do Anhembi, em São Paulo. Um desafio a mais para aqueles homens de macacão e capacete que percorreram 400 km em busca da vitória.

Naquela ocasião, com muitos brasileiros entre os favoritos, a corrida de estreia da Indy na cidade teve final feliz. A vitória de André Ribeiro fez os torcedores voltarem para casa de alma lavada, com a sensação de que valeu a pena esperar tanto tempo para assistir a uma prova da categoria. Sem falar que ajudou a popularizar de vez a Indy por aqui.

Quatorze anos depois, a Indy retorna ao Brasil após dez anos de ausência. Novamente com um traçado inédito e com muitos brasileiros na pista. Alguns, claramente, na lista de favoritos. De alguma forma, as lembranças daquele 17 de março de 1996 estarão presentes quando for dada a largada para a São Paulo Indy 300. Afinal, não é todo dia que se inaugura uma pista levando por tabela a vibração de milhares de brasileiros. Que, se tudo der certo, ajudará a trupe verde e amarela a conseguir mais uma vitória para não ser esquecida tão cedo.

Firestone SP Indy 300

Está chegando a hora da São Paulo Indy 300. Se você curte o ronco dos motores, precisa conhecer o hotsite.

No Twitter, você concorre a ingressos para a prova e prêmios exclusivos ao seguir o perfil @firestone_indy. Com ele, você acompanha os bastidores, recebe notícias, dicas e curiosidades sobre a Indy no Brasil.

De 2 a 14 de março, o @firestone_indy propõe 33 desafios para você participar e concorrer a bonés autografados pelos pilotos, camisetas, um jogo de pneus para carro de passeio e quatro ingressos para assistir ao vivo a corrida nas ruas de São Paulo.

Leia o regulamento e depois é só responder aos desafios e curtir a corrida!

De tudo um pouco

Terça-Feira, 09/03/2010 por Tiago Mendonça | categoria Colaboradores B1, Curiosidades e destaques, Indy SP 300

Surpreendeu a frase de Cristiano da Matta, falando recentemente ao B1, ao dizer que para os pilotos mais experientes “fica tudo meio automático” quando se corre em circuitos de rua, como o que está sendo montado no Anhembi. Faz algum sentido: a cultura do automobilismo norte-americano recheou de traçados urbanos o calendário da Fórmula Indy.

Eles já estão tão acostumados ao asfalto irregular, aos muros muito próximos, às curvas fechadas e aos traçados estreitos que no fim parecem mesmo todos iguais para quem está lá dentro, no cockpit. Mas a grande verdade é que os circuitos de rua guardam enormes diferenças, principalmente em termos de estrutura e planejamento, desde as categorias nacionais até a Fórmula 1.

Mônaco, por exemplo, é o desenho mais perfeito da operação milagrosa que é preciso fazer para organizar uma prova. Prédios próximos ao traçado são utilizados para a montagem de escritórios e sala de imprensa e o paddock, onde os pilotos ficam nos intervalos entre as atividades de pista, fica a quase cinco minutos de caminhada dos boxes, cruzando uma ponte.

Tudo porque não há espaço para nada. Diferença gritante em relação ao moderno traçado de Cingapura. O que antigamente era um grande matagal virou um dos pontos mais bonitos da cidade e, na hora de tentar receber uma corrida de Fórmula 1, construiu uma estrutura de dar inveja aos muitos autódromos do mundo, no paddock e área de boxes.

Há também dessemelhanças com relação aos locais escolhidos para esse tipo de corrida. Às vezes é no coração da cidade, para mexer de vez com o ambiente, como fazia a Fórmula Renault em Vitória. Em outras oportunidades, a opção é fugir para um local afastado, evitando o caos e encontrando espaço, como a Stock Car em Salvador.

Em três meses, São Paulo conseguiu montar seu circuito de rua para a Fórmula Indy encontrando boa localização, mexendo com a cidade, oferecendo espaço e estrutura bastante razoável para equipes e pilotos. Não é fácil chegar neste resultado final, mas o fato é que o Brasil conta, agora, com um circuito de rua único. O segredo foi fazer aqui tudo o que os outros têm, separadamente, de bom.

Firestone SP Indy 300

Está chegando a hora da São Paulo Indy 300. Se você curte o ronco dos motores, precisa conhecer o hotsite.

No Twitter, você concorre a ingressos para a prova e prêmios exclusivos ao seguir o perfil @firestone_indy. Com ele, você acompanha os bastidores, recebe notícias, dicas e curiosidades sobre a Indy no Brasil.

De 2 a 14 de março, o @firestone_indy propõe 33 desafios para você participar e concorrer a bonés autografados pelos pilotos, camisetas, um jogo de pneus para carro de passeio e quatro ingressos para assistir ao vivo a corrida nas ruas de São Paulo.

Leia o regulamento e depois é só responder aos desafios e curtir a corrida!

Ayrton Senna na Fórmula Indy

Segunda-Feira, 08/03/2010 por Alexander Grünwald | categoria Curiosidades e destaques, Fórmula 1, Indy SP 300, Made in USA (Indy)

Na prática, aquilo era apenas uma experiência. Mas o mundo inteiro prestou um pouco mais de atenção naquele teste descompromissado que aconteceu num dia frio em Firebird, nos Estados Unidos. Sem um bom acordo para 1993 e disposto a pressionar o então patrão na Fórmula 1, Ron Dennis, Ayrton Senna não teve dúvidas: uniu o útil ao agradável e saciou a vontade de guiar um carro da Fórmula Indy no fim de 1992.

O padrinho da experiência foi ninguém menos que Emerson Fittipaldi, ídolo de infância do tricampeão mundial, que na época era um dos grandes nomes do campeonato norte-americano. Emmo convidou, Ayrton aceitou e daí em diante foi só armar tudo para que o piloto da McLaren conhecesse o carro, alimentasse rumores e pressionasse Dennis. Sem contar, por tabela, o prazer de acelerar em outro tipo de equipamento.

Para que Ayrton ficasse livre de qualquer tipo de cobrança ou comparação, o treino foi fechado, num circuito do próprio time, sem a presença de outros carros na pista. Também tomou-se o cuidado de não divulgar os tempos de volta obtidos ao longo do dia. Sem falar que a própria pista, que mais parecia um kartódromo, não permitia que o carro desenvolvesse todo o seu potencial, preservando o piloto de um eventual acidente ou rodada.



A grande repercussão da época na mídia especializada incluiu uma declaração do tricampeão de que ‘um dia, certamente’, guiaria aquele tipo de carro. Não houve tempo. O propósito de pressionar o chefe da McLaren funcionou e Senna voltou à sua rotina na Fórmula 1. Ainda assim, poucos meses depois, Emerson tentou convencer o amigo a participar com um terceiro carro da Penske nas 500 Milhas de Indianápolis, prova que ele acabou vencendo pela segunda vez na ocasião.

Se Ayrton Senna correria de fato na Fórmula Indy algum dia, é difícil dizer. É inegável, no entanto, que sua presença seria realmente um espetáculo à parte na história da categoria.

Firestone SP Indy 300

Está chegando a hora da São Paulo Indy 300. Se você curte o ronco dos motores, precisa conhecer o hotsite.

No Twitter, você concorre a ingressos para a prova e prêmios exclusivos ao seguir o perfil @firestone_indy. Com ele, você acompanha os bastidores, recebe notícias, dicas e curiosidades sobre a Indy no Brasil.

De 2 a 14 de março, o @firestone_indy propõe 33 desafios para você participar e concorrer a bonés autografados pelos pilotos, camisetas, um jogo de pneus para carro de passeio e quatro ingressos para assistir ao vivo a corrida nas ruas de São Paulo.

Leia o regulamento e depois é só responder aos desafios e curtir a corrida!

Cristiano da Matta ensaiou por diversas vezes um retorno definitivo ao automobilismo depois do grave acidente sofrido durante uma sessão de testes em 2006, em Elkhart Lake, nos Estados Unidos. Mas a oportunidade surgiu apenas em 2010, com a Fórmula Truck. O piloto brasileiro, campeão da Fórmula Indy em 2002, na divisão chamada no Brasil de Fórmula Mundial, estreou na categoria dos caminhões neste domingo (7) pilotando um Iveco.

A mudança radical, trocando de vez os rumos da carreira depois dos três anos de ausência, não tira dele a experiência que o tornou referência quando o assunto é Fórmula Indy. Cristiano da Matta viveu o melhor momento da carreira andando na categoria, pela Newman Haas. O bom desempenho permitiu que ele atingisse o objetivo máximo da trajetória de qualquer piloto: chegou à F-1, onde fez duas temporadas, em 2003 e 2004, pela Toyota. Em Guaporé, correndo de caminhão, ele falou ao B1.

Estreia na Fórmula Truck
Estou na fase de progredir como piloto porque obviamente venho de uma pilotagem diferente do que o caminhão exige. É o carro mais pesado que eu já guiei na vida, sem pneus slick, sem aerodinâmica, o processo de adaptação é mais longo. Acho que este fim de semana foi importante como progresso para as outras nove corridas de 2010. Mas estou feliz, porque, falando de uma forma bem feia, eu estava sem a minha droga, o automobilismo. E estou de volta ao que eu gosto.

Sobre as corridas de rua
O que acontece na Indy é que existem tantos circuitos de rua que chega a ser normal, como um traçado misto qualquer. É lógico que tem diferença porque a margem de erro não existe, se você bobear é muro e estraga o carro. Você precisa se acostumar com a precisão. Mas é um processo que os pilotos da categoria estão muito acostumados. Existem outras medidas nas corridas de rua, tem que colocar na cabeça. Quando o piloto é experiente, isso fica meio automático.

Mudanças de oval para a rua
De um circuito oval para uma pista de rua, não é exagero, não, mas acho que a única coisa que fica igual é o cockpit. Claro que as peças internas são as mesmas, mas em termos de acerto é tudo diferente. E quando eu digo tudo, é tudo mesmo.

Indy no Brasil
Tive a chance de andar aqui no Brasil pela Indy, mas na época que tinha outro nome, era Fórmula Mundial. Andei no oval do Rio de Janeiro, que agora nem existe mais. Acho que a Fórmula Indy é muito legal como evento, uma categoria forte por ter um equilíbrio maior entre os carros, muito mais que na Fórmula 1.

Firestone SP Indy 300

Está chegando a hora da São Paulo Indy 300. Se você curte o ronco dos motores, precisa conhecer o hotsite.

No Twitter, você concorre a ingressos para a prova e prêmios exclusivos ao seguir o perfil @firestone_indy. Com ele, você acompanha os bastidores, recebe notícias, dicas e curiosidades sobre a Indy no Brasil.

De 2 a 14 de março, o @firestone_indy propõe 33 desafios para você participar e concorrer a bonés autografados pelos pilotos, camisetas, um jogo de pneus para carro de passeio e quatro ingressos para assistir ao vivo a corrida nas ruas de São Paulo.

Leia o regulamento e depois é só responder aos desafios e curtir a corrida!