Seis vitórias nas sete primeiras corridas de uma temporada. Na história da F-1, só três pilotos conseguiram isso antes. O primeiro foi Juan Manuel Fangio, em 1954. O segundo, Jim Clark, em 1965. O terceiro, Michael Schumacher, em 1994 e em 2004. Jenson Button, pode-se dizer, está em ótima companhia. Afinal, todos eles ganharam campeonatos. E muitos. Foram cinco do argentino, dois do escocês, sete do alemão.
O inglês ainda não ganhou o dele. Mas é questão de tempo. Ele venceu o GP da Turquia com um pé nas costas. Foi a sexta em sete do piloto da Brawn GP, que continua impressionando por ser uma equipe estreante, embora já não surpreenda mais. A explicação para seu desempenho impecável, no fundo, é simples: um bom carro, mais um piloto que não erra é igual a vitórias.
Claro que há um pouco mais nessa equação. Ferrari, McLaren, BMW Sauber e Renault perpetraram carros medonhos nesta temporada. Arrastam-se pelo asfalto e já nem têm ânimo para acusar a Brawn como faziam no começo do ano, quando diziam que o time branco com faixas em amarelo marca-texto estava usando difusores ilegais.
Todas já têm seus difusores. E continuam andando atrás. Em Istambul, por exemplo, a Ferrari conseguiu um sexto lugar com Felipe Massa — que vencera as últimas três provas em Istambul — e um nono com Kimi Raikkonen. A McLaren terminou em patéticos 13º e 14º com Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen. A BMW Sauber fez um sétimo com Robert Kubica e um 11º com Nick Heidfeld. E a Renault recebeu a bandeirada em décimo com Fernando Alonso e em 16º com Nelsinho Piquet.
A Brawn vai bem, obrigado. As outras vão mal. E Button vai ganhando. Teve facilidade na Turquia, mas sabe que existe alguém que ameaça sua supremacia. E não é o companheiro de equipe Rubens Barrichello, pouco efetivo, cada vez menos — largou mal, atrapalhou-se com a embreagem, caiu de terceiro no grid para 12º na primeira volta, rodou, bateu e abandonou. Na verdade, a ameaça vem de “alguéns”, os dois pilotos da Red Bull.
Essa, sim, é uma equipe que se esforça para chegar e não fica choramingando pelos cantos. Colocou Mark Webber em segundo e Sebastian Vettel em terceiro. “Eles estão em outro planeta, mas estamos nos aproximando”, disse o australiano. Vettel, que fez três paradas contra duas do parceiro, não reclamou do time. “ A gente poderia trocar para dois pit stops, mas não sei se mudaria muito. Eu errei no começo, e foi aí que perdemos a corrida.”
Esse erro, logo na primeira volta, foi fatal. E, também, o único lance decisivo da prova. Na pole, Sebastian largou bem, seguido de perto por Button. Uma escorregada fora do traçado ideal foi o suficiente para Jenson dar o bote e sumir. Com tranquilidade, controlou a corrida e, ao receber a quadriculada, entrou no rádio para agradecer ao time e dizer a todos: “Vocês são uma lenda”.
Lenda vai virar Button, se continuar assim.
Junto dos deuses
Domingo, 07/06/2009 por Flavio Gomes | categoria Fórmula 1
Felipe Caciatori Garcia em 6/11/2009 11:58:41 AM disse:
Acho difícil falar algo a respeito. O Carro da Brawn é muito bom, e ao meu ver quem faz o Button chegar lá é o carro dele e dos outros. Mas não que ele não tenha méritos, é um bom piloto mas não se compara ao Shumi e o Fangio. Não se compara nem com outros pilotos que não conseguiram esses recordes como Alonso, Prost, e não vou nem mencionar o mestre aqui.
Claudia em 6/8/2009 12:01:52 PM disse:
Eu adoro o Button, acho mesmo que ele vai ganhar a temporada 2009!
Andre Guimares em 6/8/2009 11:13:06 AM disse:
Vai mesmo...
Andre Guimaraes em 6/8/2009 11:12:43 AM disse:
Vai mesmo...

























* Julio Cesar em
* Eletricidade no ar* Bruna Pereira em
* Efeito dominó* Maria Da Braga em
* Uma corrida, quatro bandeiras* Renato Barros em
* Eletricidade no ar* Rodolfo Pereira em
* Efeito dominó* Ana Clara em
* Eletricidade no ar* Renata Campos em
* 300 GPs e muita história para contar* Jesus de Alencar em
* 300 GPs e muita história para contar* Gustavo Souza em
* Centenário veloz* Pedro em
* Centenário veloz