A cidade
Não é exagero dizer que boa parte da história do mundo está escrita nas ruas e construções de Istambul. A cidade, que sempre teve importância no cenário europeu, foi capital oriental do Império Romano, capital do Império Otomano e da própria Turquia até 1923. Parte desta herança é explorada turisticamente, pelo grande número de igrejas, mesquitas, sinagogas e palácios da região. A cidade também se destaca culturalmente, o que justifica os crescentes investimentos locais em universidades e eventos artísticos de grande porte.
O circuito
Por ser uma das pistas mais recentes do calendário, Istambul segue o padrão da Fórmula 1 moderna: um circuito seletivo de pouco mais de 5 km, projetado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, com curvas variadas e grandes áreas de escape. O maior desafio é a curva 8, formada por uma sequência de quatro pernas para a esquerda, com diferentes referências para tangência e velocidade. Saiba mais sobre este circuito clicando aqui [link para área de circuitos do site].
Curiosidade
O GP da Turquia está incluído na chamada ‘temporada europeia’ da Fórmula 1. Mas, como o território da Turquia se divide entre dois continentes, na verdade a pista de Istanbul Park fica situada geograficamente na Ásia.
Como foi em 2008
Felipe Massa parecia caminhar para mais um fim de semana de sonho na pista turca. Como nos dois anos anteriores, ele fez a pole e liderava a prova sem sustos, até que Lewis Hamilton se aproximou perigosamente. O inglês havia alterado sua estratégia na primeira parada, e estava muito mais rápido. Só que Massa, inteligentemente, pensou na própria corrida e deixou o rival passar. Hamilton abriu vantagem, o que no fim lhe assegurou o segundo lugar, mesmo fazendo um pit stop a mais. Enquanto isso, brasileiro garantiu a vitória sem sustos, com o companheiro Kimi Räikkönen em terceiro. Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet terminaram a prova a uma volta do vencedor, respectivamente na 14ª e 15ª posições.
Preste atenção
• Eles também já venceram na Turquia, mas correndo na GP2: Heikki Kovalainen (2005), Nelsinho Piquet (2006) e Timo Glock (2008).
Grandes oportunidades
• Com o 3º lugar em Mônaco, Kimi Räikkönen quebrou o jejum de pódios da Ferrari. O finlandês garante que a evolução continua em Istambul.
QUEM É QUEM
Os reis de Istambul
Até hoje, a dupla da Ferrari está invicta em Istambul. O finlandês Kimi Räikkönen, quando ainda corria na McLaren, fez a pole e venceu em 2005. Nos três anos seguintes, Felipe Massa fez o mesmo, largando na frente e dominando a corrida. Somando-se as quatro edições, eles lideraram, juntos, 93% das voltas. Será que manterão a invencibilidade em 2009?
Pilotos da casa
Apesar de ter uma das pistas mais interessantes do calendário, os turcos sabem que ver um representante do país no grid ainda é um sonho distante. Entre 2006 e 2008, o piloto Jason Tahinci disputou as séries europeia e asiática da GP2, categoria considerada o último passo antes da F-1. Porém, com resultados discretos, o turco debandou para a Fórmula Superliga, onde integrou a equipe do Galatassaray, time de seu país. Sem vaga nas competições de monopostos, Tahinci atualmente estuda engenharia automotiva numa universidade da Inglaterra.
Os brasileiros
Em 2008, ao vencer a terceira prova consecutiva em Istambul, Felipe Massa declarou à imprensa quer estava na hora de pedir um passaporte turco. Não era para menos. Quando ainda corria na Sauber, em 2005, o brasileiro largou numa ótima oitava posição, mas abandonou com problemas no motor. Nos três anos seguintes, já de Ferrari, ele largou na pole e venceu a prova. O único brasileiro além dele a pontuar no circuito é Rubens Barrichello, que chegou em oitavo lugar na prova de 2006. Nelsinho Piquet, que só correu na Turquia em 2008, chegou em 15º lugar.
Istambul: desafios no Império Vermelho
Quinta-Feira, 04/06/2009 por Alexander Grumwald | categoria Fórmula 1, Olho na Pista (F-1)
luis em 6/6/2009 7:32:03 AM disse:
errwww

























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