O que vimos na madrugada de hoje em Melbourne foi a história sendo escrita. Um time estreante, com orçamento apertado, que até um mês atrás nem existia, ficar com a primeira fila diante de McLaren, Ferrari, Renault, BMW Sauber? É um conto de fadas. Que tem uma explicação técnica, porém. Não há mágica em automobilismo, menos ainda numa categoria equilibrada e competitiva como a F-1, em que décimos de segundo decidem tudo.

A mágica em questão é o difusor traseiro dos carros da Brawn GP, assim como dos da Williams e da Toyota. Ele acelera a passagem do ar sob o carro com o uso de uma espécie de túnel no assoalho, algo que os outros times não têm. Assim, a redução da pressão aerodinâmica nesses carros em relação ao ano passado foi bem menor do que nas equipes rivais.

A desigualdade técnica é enorme, e só há um caminho, agora: ou a FIA proíbe, ou os outros times copiam. Fico com a segunda hipótese.