A Brawn GP, após o fim de semana de sonhos na Austrália, já percebeu que os contos de fada não duram para sempre. Passado o furor da vitória histórica, a equipe tratou de mostrar que faz parte do mundo real e já começa a fazer contas para o resto da temporada.

Logo no dia seguinte veio a notícia de que a fábrica de Brackley vai demitir aproximadamente 39% do seu quadro de funcionários, que hoje conta com cerca de 700 pessoas. Circulou também a informação de que o patrocínio com a Virgin, em princípio, seria apenas até o GP da Malásia, próxima etapa do Mundial. Hoje, em entrevista ao jornal inglês “Express”, Jenson Button reconheceu que não adianta apenas ter um carro vencedor e não ter capital para maiores investimentos.

Isso é fato, não precisa quebrar muito a cabeça para saber que uma equipe que se disponha a participar de qualquer categoria no automobilismo precisa de dinheiro para manter-se. Por mais que Ross Brawn tenha usado muito da inteligência para vencer os grandes nesse primeiro embate, ele sabe que precisa colorir o macacão de seus pilotos para progredir ainda mais.

Em tempos de crise financeira, com todo mundo pensando duas vezes antes de assinar qualquer contrato, a única forma de seduzir patrocinadores é conquistando bons resultados. Funcionou perfeitamente no primeiro GP.