A corrida em Melbourne foi do jeitinho que o povo gosta. E para a felicidade geral dos manda-chuvas da categoria, parece que as mudanças nos carros surtiram efeito. Ultrapassagens, pegas, lutas por posições até a bandeirada, um primor de prova. Teve de tudo, até as já costumeiras patoladas que de vez em quando decidem o resultado de um GP.

Falando em patoladas, ah, a juventude apressada do século XXI. Vettel e Kubica são talentosíssimos, disso ninguém duvida, mas o que eles aprontaram... O que deu na cabeça daqueles dois?! Jogar um pódio certo no lixo a três voltas do fim é muita burrice. Será que esqueceram de dizer aos meninos que a regra que está valendo é a dos pontos e não a sandice do “vence quem ganha mais”? O polonês era muito mais rápido, isso era evidente, bastava esperar o momento certo para ultrapassar o alemão. Vettel teve mais culpa ainda, já que poderia ter evitado o acidente se não demorasse tanto para frear. Enfim, foi um desastre.

Aí olho para o pódio e vejo Barrichello e Trulli, os agraciados pela manobra arrojada da nova geração. Dois veteranos, um com 16 e o outro com 12 temporadas nas costas, já calejados de tantas corridas e que, claro, também já cometeram suas burradas (às vezes ainda comentem, ninguém é perfeito). Rubinho, após a largada ruim, alcançou uma segunda posição que parecia improvável. Trulli, por sua vez, largou dos boxes e fez excelente corrida de recuperação. No fim, honraram as expectativas depositadas por todos durante os treinos.



Em tempo: acabo de ler a notícia de que Trulli foi punido por ultrapassar Hamilton enquanto o Safety Car estava na pista. Acrescentaram 25 segundos ao tempo do italiano, jogando-o para a 12ª posição. Um pecado. O que me faz concluir que Hamilton nasceu virado para a Lua. Conseguiu levar a tranqueira do carro da McLaren ao terceiro lugar. Os campeões, além de competência, sempre contam com a estrelinha da sorte sorrindo quando não se vê solução.