Ver mulheres dividindo as pistas com marmanjos não é exatamente uma novidade na Fórmula Indy. Ainda nos anos setenta, Janet Guthrie tornou-se a primeira representante do sexo feminino a alinhar no mítico oval de Indianápolis. Feito que inspirou a compatriota Lin St. James a se arriscar na mesma pista de 1992 em diante. Nenhuma delas, no entanto, conseguiu conquistar resultados expressivos. Talvez porque corressem sozinhas contra alguns dos melhores pilotos do mundo. Todos homens, claro.
O panorama só mudou no século 21, quando uma legião de mulheres invadiu a categoria. Sarah Fischer, desde 2000 acelerando na Indy, demarcou seu território disputando oito vezes a mais tradicional prova do automobilismo norte-americano. Em 2005, ganhou a companhia de Danica Patrick, logo alçada ao posto de musa. Dois anos depois, foi a vez da venezuelana Milka Duno se juntar à turma. Com a diferença de que era a primeira sul-americana a entrar no clube da Luluzinha.
Uma prova de que o envolvimento de Sarah com o automobilismo não é mero acaso pôde ser comprovado quando ela criou a própria equipe, a Sarah Fisher Racing. Embora ainda não esteja confirmada para a São Paulo Indy 300 na condição de piloto, ela deve vir ao Brasil ao menos para acompanhar de perto o trabalho de seu time.
Mas, apesar dos esforços dela, quem realmente multiplicou o interesse do público pela categoria nos últimos anos é uma baixinha que atende por Danica Patrick. Além de tornar-se a primeira mulher a liderar uma edição da Indy 500, ela foi também a primeira a romper a barreira da vitória, faturando a etapa de Motegi, no Japão, em 2008. Só que mesmo com os bons resultados, na pista ela ainda não faz nem sombra à celebridade que se transformou fora delas.
O time feminino vai ficar ainda mais forte na prova que abre a temporada 2010, nas ruas de São Paulo. A suíça Simona de Silvestro assinou com a equipe HVM e também participará da corrida. Assim como a estreante Bia Figueiredo – ou Ana Beatriz, para os estadunidenses – que não esconde a emoção de fazer seu primeiro grande prêmio em frente à própria torcida.
Com a certeza de que farão sucesso dentro e fora das pistas, com ou sem seus capacetes, estas mulheres tentarão se esforçar ao máximo para provar que rostinhos bonitos também sabem acelerar.
Firestone SP Indy 300
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A pista das sete mulheres
Quinta-Feira, 04/03/2010 por Alexander Grünwald | categoria Curiosidades e destaques, Indy SP 300
Samuel em 3/5/2010 11:01:54 AM disse:
Interessantissimo. Mulher no automobilismo dá outro charme.

























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