Nos últimos meses só se fala de crise, e a conversa sempre acaba nos Estados Unidos, que têm carregado o fardo de serem os culpados de tudo isso.

Muita gente me pergunta: "como está a crise aí?". Estamos sentido a crise sim, pois muita gente está perdendo as casas, muitas concessionárias com os pátios lotados e muitas ofertas... Mas fora alguns sinais aqui e ali, o país continua andando.

Agora, e no automobilismo, a crise bateu? Bateu sim, e quem soube se preparar está conseguindo enfrentar e seguir em frente. Na Nascar, aonde os números e orçamentos são estratosféricos, a crise bateu de frente e obrigou promotores, patrocinadores e equipes a enxugarem seus gastos para enfrentar os novos tempos – chega de gastança: a ordem é economizar.

Já na Fórmula Indy foi diferente. Os dirigentes da categoria já vinham trabalhando há alguns anos para enxugar os custos sem perder a competitividade, que é a marca registrada deles. Adotaram um único fornecedor de motores (Honda), de chassis (Dallara) e de pneus (Firestone), além de padronizar o etanol como combustível, outra decisão acertada em tempos de ecologia e respeito à natureza.

A Indy não passou intocada pela crise, e após a fusão com a extinta Champ Car a previsão era de um grid com 26 a 28 carros para a temporada de 2009. Com menos patrocinadores abrindo as torneiras para os times, a categoria deve começar com cerca de 20 carros, mas espera-se que ao longo da temporada mais alguns carros alinhem no grid.

Agora é esperar para ver o que Tony George e sua turma têm para mostrar a partir do próximo fim de semana, com a etapa de abertura em St Petersburg, na Flórida.

Vou estar lá e passo as novidades.